UE: zona do euro ajudará a Grécia se necessário

Os países da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda) vão ajudar a Grécia se necessário, afirmou o presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, indicando que o governo grego não pediu ajuda financeira. No entanto, Van Rompuy não forneceu detalhes sobre como a ajuda será concedida e não deu indicações de que um socorro direto à Grécia é iminente.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

11 de fevereiro de 2010 | 11h41

"Os Estados membros da área do euro vão tomar atitudes determinadas e coordenadas se necessário para salvaguardar a estabilidade na área do euro como um todo", afirmou Van Rompuy. Segundo o presidente da União Europeia, a Grécia pode necessitar de mais medidas orçamentárias e a Comissão deve propor novas medidas em março.

Van Rompuy disse que a Grécia - que está trabalhando para cortar seus gastos - está adotando "medidas adicionais" para colocar seu orçamento no lugar. "Nós pedimos que o governo grego implemente todas essas medidas de uma maneira rigorosa e eficaz", acrescentou. Van Rompuy destacou que os líderes viram os problemas da Grécia como um problema da zona do euro e que os países que usam o euro têm "responsabilidade compartilhada".

Além de Van Rompuy, o primeiro-ministro grego George Papandreou, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês Nicolas Sarkozy e outros líderes mantiveram uma série de negociações nesta manhã, em meio à crescente especulação de que um socorro para a Grécia estava sendo planejado. A reunião mais ampla do Conselho Europeu deve prosseguir nas próximas horas, segundo Van Rompuy.

Nenhum dos criadores do acordo está feliz. A Alemanha, que, como a maior e mais estável economia do bloco deverá ficar com a parte mais difícil da ajuda, está cautelosa. Ajudar o parceiro que tem gastos altos não é popular no país. Mas deixar a Grécia declarar calote também tem riscos - especialmente para a estabilidade do euro - e os líderes europeus estão relutantes em deixar o Fundo Monetário Internacional (FMI) fornecer ajuda. Muitos em Bruxelas acreditam que isso seria um sinal de fraqueza. Van Rompuy afirmou que o FMI vai fornecer conhecimento enquanto a União Europeia monitorar o progresso da Grécia.

A Grécia enfrenta dificuldades para lidar com seu crescente déficit orçamentário. A dívida do país espalhou temor entre os investidores de que o governo grego pudesse declarar calote, o que afetou outros países altamente alavancados da zona do euro, como Portugal e Espanha, e o próprio euro. As informações são da Dow Jones.

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