Última semana de campanha será marcada por eventos econômicos

A semana que antecede o segundo turno das eleições será carregada na área econômica. Na terça e quarta-feira, o Copom terá sua reunião ordinária do mês para decidir qual será o novo patamar da taxa Selic. Depois de aumentar em três pontos porcentuais a meta da taxa na última segunda-feira, o mercado financeiro acredita que o comportamento do dólar nos próximos dias é que definirá o rumo da taxa Selic na reunião da semana que vem. Se o dólar não se mantiver abaixo de R$ 3,90, alguns analistas acreditam que o Copom poderia decidir por um novo aumento da taxa básica de juros da economia brasileira. Desde segunda-feira, a Selic está em 21% ao ano. Na quarta-feira, enquanto o Copom conclui sua reunião mensal, o Banco Central e o Tesouro Nacional deverão divulgar o relatório sobre o perfil da dívida mobiliária federal, referente ao mês de setembro. A valorização de 24,75% do dólar frente ao real naquele mês terá um forte impacto sobre o estoque da dívida, principalmente sobre a parcela de títulos que tem sua correção atrelada à variação da moeda norte-americana. De acordo com o último relatório divulgado pelo BC e pelo Tesouro, o estoque da dívida em títulos do governo fechou agosto em R$ 622,79 bilhões. Desse total, 34,98% eram papéis com correção atrelada ao câmbio. Em valores nominais, essa parcela da dívida equivalia a R$ 217,87 milhões. Para fechar a semana, o Conselho Monetário Nacional (CMN) terá sua reunião de outubro na quinta-feira, mesmo dia em que o Departamento Econômico (Depec) do BC começa sua rodada de divulgações de notas sobre o comportamento das contas externas, os resultados fiscais obtidos pelo setor público consolidado e o comportamento dos juros e spread em setembro. A única nota a ser divulgada na próxima semana pelo chefe do Depec, Altamir Lopes, será o resultado das contas externas. Em agosto, de acordo com o último relatório divulgado, as transações correntes fecharam com um superávit de US$ 316 milhões, o melhor resultado apurado pelo BC desde agosto de 1994. A expectativa oficial do BC é de que as transações correntes fechem o ano com um déficit de US$ 14 bilhões, valor considerado conservador por toda a diretoria do próprio Banco Central. No acumulado de janeiro a agosto, esse déficit está em US$ 8,509 bilhões.

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