Ultra e Braskem elogiam atuação da CVM no caso Ipiranga

Os presidentes do Grupo Ultra, Pedro Wongtschowski, e da Braskem, José Carlos Grubisich, elogiaram, nesta quarta-feira, 26, na Câmara dos Deputados, a atuação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na investigação do vazamento de informações sobre a compra do Grupo Ipiranga pelo consórcio Petrobras/Braskem/Ultra. "Gostaria de registrar o apoio pela ação pronta e enérgica da CVM", disse Wongtschowski, em audiência pública, aos deputados da Comissão de Minas e Energia, que discutem o assunto. "A CVM está cumprindo muito bem o seu papel", disse ele, ressaltando que a CVM identificou prontamente suspeitas de vazamento e determinou o congelamento de valores bancários referentes aos lucros de empregados das empresas acusados de vender ações da Ipiranga com base em informação privilegiada.O presidente da Braskem também elogiou a CVM, na comissão. "Espero que esse episódio seja esclarecido o mais rapidamente possível e que as pessoas responsáveis sejam punidas", afirmou Grubisich. Ele disse também que o compromisso da empresa é com o crescimento e com a geração de empregos.O presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Pólo Petroquímico do Rio Grande do Sul, Carlos Eitor Rodrigues, havia dito na comissão, mais cedo, que a Braskem passará a dominar, com a compra da Ipiranga, 65% do mercado petroquímico e que é tradição da empresa promover demissões em massa. Grubisich disse que nada garante mais a geração de empregos e de renda do que investimentos e que a Braskem e a Petrobras estão dispostos a investir.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.