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Ultratec vence licitação para construção da P-47

A Ultratec, empresa com capital 100% nacional, instalada em Niterói, venceu a licitação para a construção da plataforma de petróleo P-47 da Petrobras, que vai operar no campo de Marlim Sul, na Bacia de Campos. A informação é do secretário de Energia e Indústria Naval do Rio de Janeiro, Luiz Clóvis de Limaverde, que participou da abertura dos envelopes na sede da estatal. A proposta vencedora da Ultratec foi de R$ 56,474 milhões para a reforma de um navio petroleiro e instalação de duas plantas de tratamento de óleo, que devem produzir 75 mil baris cada. Ainda não existe previsão para a entrada em operação da plataforma.A concorrência foi apenas entre empresas nacionais e teve início no final de agosto, quando as empresas receberam carta-convite da Petrobras. Além da Ultratec participaram da disputa a Fels Setal, que ficou em segundo lugar, com proposta de R$ 59,989 milhões, o consórcio entre o estaleiro Promon e a construtora Odebrecht, que ficou em terceiro lugar, com proposta de R$ 61,828 milhões e o estaleiro Mauá Jurong, que ficou em quarto lugar, com proposta de R$ 68,468 milhões. Foram desclassificadas tecnicamente as empresas Akker Kvaerner, que estava consorciada com a construtora Camargo Correa e a Technip. Segundo o secretário Limaverde, a Petrobras anunciou que pretende assinar o contrato ainda em dezembro.Há 27 anos no mercado, a Ultratec pretende utilizar 60% de conteúdo nacional para o projeto e deverá manter 800 empregos que seriam desativados com a finalização de outras obras. A empresa, que inaugurou em outubro do ano passado uma planta dedicada à montagem industrial offshore, com investimentos de R$ 5 milhões, estava atualmente com dois contratos, totalizando US$ 30 milhões - um com a Halliburton Produtos do Brasil, para a construção e montagem de quatro módulos de compressão e dois módulos de utilidade para os topsides das plataformas P-43 (Barracuda) e P-48 (Caratinga); e outro com a Demag/Siemens, para a montagem de seis sistemas de compressão, que foram entregues este mês.A empresa tem receita anual média de R$ 150 milhões e também possui contratos em andamento com El Paso, para a termelétrica Termonorte 2, em Porto Velho (RO), Itaipu (duas máquinas de 440 MW), Açominas (laminadores), Petrobras, na Refap e Revap, e manutenção de seis plataformas na Bacia de Campos. O gerente comercial, Máximo Alves, disse que o contrato para a conclusão da obra prevê um período de 23 meses. Segundo ele, entretanto, a Petrobras ainda não confirmou o nome da empresa como a vencedora, o que deve acontecer após a checagem dos cálculos apresentados na proposta.

Agencia Estado,

27 de novembro de 2002 | 18h29

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