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Um antídoto para a crise hídrica

Ampliação da energia solar pode ser decisiva para equilibrar o sistema nacionale reduzir a conta de energia dos brasileiros

Estadão Blue Studio, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2021 | 08h00

O cenário de crise hídrica no Brasil pode contribuir para dar ainda maior velocidade ao desenvolvimento da energia solar no País, por causa da conscientização de que é preciso fomentar alternativas que aumentem a estabilidade e a confiabilidade do sistema – e evitem o uso das termelétricas. Essa alternativa emergencial, planejada para ativação nos períodos de redução do volume de água nos reservatórios das hidrelétricas, é negativa tanto do ponto de vista financeiro, pois ativa a bandeira vermelha e faz aumentar a conta para os consumidores, quanto ambiental, já que envolve a liberação de gases poluentes na atmosfera.

Clauber Leite, do Idec, lamentou durante o debate promovido pelo Estadão que, mais uma vez, a conta esteja sendo paga pelos consumidores. “Fizemos um estudo no Idec e chegamos à conclusão de que os brasileiros estão gastando neste ano 200% mais com bandeira tarifária do que a média dos últimos oito anos”, ele descreveu.

“O que temos visto ao longo dos anos é que, no final das contas, os brasileiros acabam pagando caro pela falta de planejamento. Esse é um péssimo hábito do nosso país”, reforçou Koloszuk, da Absolar. Ele lembrou que um leilão de energia foi cancelado em 2016 com base nas projeções feitas à época de que em 2021 estaria sobrando energia no País.

Se as famílias ou as empresas decidirem realizar investimentos em energia solar hoje, é provável que ainda consigam obter benefícios financeiros durante a atual crise hídrica, que não tem data prevista para ser superada e pode se estender por um longo período. “A energia solar é a modalidade mais rápida para instalação. Em projetos domiciliares, a questão costuma ser resolvida em poucos dias”, ressaltou Koloszuk. Raciocínio semelhante poderia ser aplicado a projetos governamentais, enfatizou o executivo da Absolar. “Se o governo contratasse hoje uma grande usina, em 18 meses essa estrutura estaria funcionando.”

A entidade representativa do setor tem ressaltado que investir em energia solar é um caminho obrigatório e inevitável para os países – e que maior agilidade nesse processo poderá fazer muita diferença a favor do Brasil. “As fontes renováveis representarão neste século o mesmo que a energia das fontes fósseis representou para o mundo no século passado”, definiu Rodrigo Lopes Sauaia, presidente executivo da entidade.

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