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Um bloco artificial construído sobre um bordão

Cenário: Walter Ladwig

BOLSISTA VISITANTE DO ROYAL UNITED SERVICES INSTITUTE, UM CENTRO DE PESQUISAS SOBRE QUESTÕES DE DEFESA, SEGURANÇA EM LONDRES. , O Estado de S.Paulo

28 de março de 2012 | 03h03

Concebido num relatório de pesquisa de 2001 do Goldman Sachs, o grupo conhecido como Brics, que representa pelo menos 25% da produção econômica mundial e 40% de sua população, veio a simbolizar uma alternativa possível ao sistema econômico e político internacional liderado pelo Ocidente.

No momento em que chefes de Estado das principais economias emergentes se reúnem em Nova Délhi, circulam apelos pela criação de um secretariado permanente, uma sede e até um banco de desenvolvimento, para respaldar o impacto político do grupo. Mas esse foco na construção institucional é um equívoco. É a incompatibilidade fundamental dos Brics, e não sua falta de organização, que impede esse conjunto de emergentes de agir como força significativa no cenário mundial.

Se os Brics fossem Estados onde os aspectos comuns superassem suas diferenças, isso poderia ser um problema menor. Mas, afora um crescimento econômico significativo na última década e um desejo individual de maior influência nas instituições de governança econômica global, esses países díspares têm pouca coisa em comum.

O obstáculo a uma ação coletiva dos Brics não é a falta de estrutura institucional, mas a incompatibilidade de seus interesses. Consequentemente, estabelecer organismos permanentes não aumentará a coesão ou a coordenação política do grupo. As principais economias emergentes seguramente moldarão a governança global no futuro. Mas será na condição de países individuais, e não como bloco artificial criado num bordão do Goldman Sachs. / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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