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Um dia após 2ª maior alta, Bovespa fecha em queda 2,27%

Bancos e Vale lideraram a realização de lucros da bolsa paulista; dólar fechou praticamente estável, a R$ 2,244

Claudia Violante, da Agência Estado,

24 de março de 2009 | 18h04

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou a terça-feira em baixa um dia depois da segunda maior alta do ano. A queda foi um pouco mais forte do que nos Estados Unidos, onde o Dow Jones ensaiou até mesmo uma recuperação à tarde. Bancos, que ontem estiveram entre os maiores ganhos, acompanhando o setor nos EUA, hoje também seguiram à frente nas vendas. O Ibovespa - principal índice da bolsa paulista - fechou em queda de 2,27%, aos 41.475,83 pontos. No mês, acumula ganhos de 8,62% e, no ano, de 10,45%. O giro financeiro totalizou R$ 4,141 bilhões.

 

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O dólar fechou praticamente estável, depois de ter avançado na maior parte do dia a reboque de um movimento de realização de lucros nas bolsas. Segundo operadores, a moeda norte-americana acabou zerando a alta assim que os mercados acionários ensaiaram uma diminuição das perdas no final da tarde. A moeda norte-americana encerrou a sessão com oscilação negativa de 0,09%, a R$ 2,244, após chegar a subir quase 1% durante a manhã.

 

A Bovespa trabalhou de novo colada às bolsas norte-americanas, que embora ainda festejem o plano para retirar ativos tóxicos das carteiras dos bancos, hoje devolveram parte das fortes altas de ontem. Por enquanto, os investidores ainda estão crentes no sucesso da operação, que pode atingir US$ 1 trilhão.

 

Vale e Petrobras

 

A queda dos metais, que pesou sobre as mineradoras na Europa, também levou as ações da Vale a recuarem. Em Cingapura, durante conferência, o diretor de Finanças da Vale, Fabio Barbosa, disse que a indústria de mineração mundial irá utilizar cada vez mais os fundos soberanos como fonte de capital. Vale ON recuou 3,63% e PNA, 3,42%. As siderúrgicas também terminaram no vermelho, com CSN ON em destaque (-2,26%). Os investidores estão esperando um resultado operacional mais fraco no balanço do quarto trimestre que a empresa vai divulgar. Gerdau PN, -0,49%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,75%, Usiminas PNA, -1,24%.

 

Petrobras ON recuou 2,10% e PN 1,65%. O presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, deu declarações sobre os preços da gasolina. Em audiência pública no Senado, disse que a empresa não vai reduzir o preço da gasolina nas refinarias e que a atual tendência para os preços internacionais do produto é de alta e não de baixa. Porém, mais tarde, a jornalistas, ele admitiu que os preços vão, sim, sofrer uma correção, mas evitou falar em prazos. "Há previsão de reajuste. Quando, eu não sei. Vai depender da estabilidade do mercado internacional", disse.

Os bancos, que ontem exibiram altas expressivas, tiveram queda forte, com o Unibanco Unit, a maior alta do setor ontem, hoje na liderança das perdas. Este papel recuou 5,03%. Itaú PN caiu 3,59%, Bradesco PN, 2,12%, e BB ON, 2,68%.

 

Bolsas dos EUA e Europa

 

Nos EUA, o Dow Jones fechou em baixa de 1,49%, aos 7.660,21 pontos, o S&P, de 2,02%, aos 806,33 pontos, e o Nasdaq de 2,41%, aos 1.518,32 pontos. Os dados são preliminares. As empresas do setor de saúde e as prestadoras de serviços públicos estavam entre as que registravam os desempenhos mais fracos do dia, particularmente atingidas pelo recente aumento da tolerância dos investidores ao risco. Os papéis de companhias do setor financeiro também recuaram.

As declarações do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, durante audiência do Comitê de Serviços Financeiros da Câmara para examinar a supervisão da intervenção do governo federal na American International Group (AIG) não fizeram preço nos ativos.

 

Na Europa, as bolsas tiveram fechamento divergente, após a divulgação de dados negativos sobre a economia da região. Os indicadores mostraram uma surpreendente aceleração da inflação ao consumidor no Reino Unido para 3,2%, em fevereiro, e queda de 2% nos gastos dos consumidores na França em fevereiro, ante janeiro. A Bolsa de Londres fechou em baixa, pressionada pelos setores de mineração e petróleo. O índice FTSE-100, de Londres, perdeu 1,05%, a 3.911,46 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX subiu 0,26%, a 4.187,36 pontos. Em Paris, o CAC-40 avançou 0,17%, a 2.874,39 pontos, e em Madri, o IBEX-35 teve alta de 0,47%, a 7.989,50 pontos.

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