Um mural personalizado para descobrir produtos na internet

Comprada em 2012 pela Buscapé, startup criou plataforma em que usuário publica fotos de produtos desejados

Ligia Aguilhar, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2013 | 02h04

Filho do fundador de uma grande empresa de anúncios em centros comerciais dos Estados Unidos, Todd Cohen começou sua carreira em Nova York, trabalhando para a família na década de 90. Passados vinte anos, e com experiências profissionais no Vale do Silício e em Los Angeles, Cohen resgatou o aprendizado dos tempos em que trabalhava com a família e o aplicou na internet para criar no Brasil a ShopCliq.

Espécie de vitrine online personalizada, o ShopCliq é semelhante ao Pinterest, site que funciona como um mural de imagens. A diferença é que, em vez de compartilhar cenas favoritas, o usuário publica fotos de produtos que deseja comprar.

Com base nas preferências do usuário e em amigos e marcas seguidos por ele, o algoritmo identifica os gostos e faz recomendações personalizadas de produtos. Caso queira adquirir um item, a pessoa é direcionada para um site em que a compra é realizada.

Para Cohen, a plataforma pode redefinir a forma de descobrir e comprar novos produtos na internet. "Estamos mudando a equação de quais são os melhores produtos, colocando pequenas e grandes empresas no mesmo patamar", afirma o empresário, que vive no Brasil desde 2009.

A empresa é a quinta startup de Cohen no País e foi fundada em 2011 em parceria com Eduardo Luz Estefno, que também é o investidor inicial da companhia. "A ideia da ShopCliq sempre esteve na minha cabeça. Quando o uso de smartphones e plataformas sociais começou a crescer, vi que era a oportunidade de fazer o projeto."

Durante o primeiro ano no ar, 200 mil usuários se cadastraram no ShopCliq. O sistema de recomendação chamou a atenção da Buscapé Company, que comprou o negócio em 2012.

Menos de um ano depois, a ShopCliq, atualmente com oito funcionários, prepara o lançamento de um novo site na próxima semana. Um aplicativo para os sistemas iOS e Android está previsto para chegar nos próximos meses. Cohen diz que o futuro da empresa está nas plataformas móveis. "Números mostram que a adoção de smartphones aumentou no Brasil e acredito que em uns dois anos os sistemas para celulares vão decolar", diz.

Até lá, a empresa tenta ganhar usuários para se tornar rentável com publicidade e compras feitas pela plataforma. "Nosso foco agora é tornar a experiência da compra mais personalizada e interativa", diz Cohen. Ele não revela o número de usuários atual da plataforma, mas diz que a meta é chegar a um milhão até o fim do primeiro trimestre do ano que vem, quando a startup completa três anos.

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