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Um reencontro com os amigos sandinistas

O reencontro do ex-metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva com o ex-líder da Revolução Sandinista Daniel Ortega, ontem, foi marcado por expressões saudosistas e por promessas de companheirismo entre os governos que ambos presidem. Entre as mensagens de Ortega contra o neoliberalismo e o ''''capitalismo selvagem'''', Lula recordou os anos em que ambos viveram distantes do poder e chamou a atenção de seu velho companheiro para o fato de que os tempos mudaram.''''Eu penso, Daniel, que Deus escreve certo por linhas tortas. Agora, você tem um mandato de cinco anos. Com sua experiência, você pode fazer em 5 anos o que não foi possível fazer em 10 anos'''', disse Lula. ''''Nós vemos os companheiros sandinistas, que não são mais tão jovens, já estão mais calejados, têm mais experiência. As alianças políticas mudaram, você tem mais amigos nos governos (latino-americanos). O fato de não ter guerra nos países vizinhos traz para a região a possibilidade de maior desenvolvimento.''''A afetuosa advertência foi feita por Lula diante da imprensa, na primeira etapa de sua conversa com Ortega, na sala de despachos da sede administrativa do governo nicaragüense, um local cercado por muros pintados em cores vivas e com arame farpado no topo.Para essa passagem pela Nicarágua, a delegação brasileira aboliu o terno e a gravata. O presidente vestia uma ''''guaiabera'''', um traje típico local, em tom azul claro. ''''Me dá aqui o cravo da paz'''', disse Lula a Ortega com intimidade, ao retirar a flor que o líder sandinista trazia no bolso da camisa branca e que lhe serviria de exemplo para defender os biocombustíveis. Pouco depois, no hall do hotel onde estava agendado o almoço oficial, os dois líderes pararam em frente a uma banca de charutos.Um deles, com cerca de 30 centímetros, chamou a atenção de Lula, que o recebeu de presente de Ortega. ''''Eu vou fumar quando o Corinthians for campeão'''', afirmou. ''''Esse é o verdadeiro cachimbo da paz.''''

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