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'Uma coisa com rico quem paga é o pobre', diz Lula

"Se os Estados Unidos estão passando mal, só espero que não sobre para o povo brasileiro, porque não temos nada a ver com a hipoteca deles, não temos nada a ver com o calote de quem não quis pagar"

Evandro Fadel, da Agência Estado,

24 de agosto de 2007 | 16h59

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, repetiu nesta sexta-feira, 23, que a crise norte-americana não atinge o Brasil, mas que ele, como presidente, precisa ficar preocupado e atento. "Porque normalmente uma coisa com o rico quem paga é o pobre", disse. "Se os Estados Unidos estão passando mal, só espero que não sobre para o povo brasileiro, porque não temos nada a ver com a hipoteca deles, não temos nada a ver com o calote de quem não quis pagar."   Veja também:  O dia-a-dia da crise dos mercados Como enfrentar os riscos e prejuízos da crise  Os efeitos da crise do setor imobiliário dos EUA  Entenda a crise e veja a opinião do governo e de especialistas  É cedo para dizer que crise nos mercados acabou, diz Meirelles   Contudo, mais uma vez ele disse que "a situação está tranqüila". Segundo ele, nos primeiros sete meses do ano foram gerados 1.220.000 empregos com carteira assinada, número superior ao de todo o ano passado. "A economia cresce e vai crescer 5% ou mais que 5%", garantiu. Lula disse ainda que, se essa crise tivesse acontecido há alguns anos, "o Brasil já quebrava, o ministro da Fazenda já tinha ido 80 vezes aos Estados Unidos, o FMI (Fundo Monetário Internacional) tinha vindo aqui 150 vezes". "Pois bem, a crise está lá e nós não devemos nada ao FMI, não devemos nada ao Clube de Pais e temos US$ 160 bilhões de reservas", salientou.   O presidente esteve nesta sexta-feira em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, onde esteve para lançar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Saneamento.        

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