‘Uma crise é muito dolorosa para ser desperdiçada’, afirma Dilma

Presidente afirmou que tem como determinação conduzir a vitória sobre a crise e entregar o País preparado para seu sucessor

Carla Araújo, Igor Gadelha e Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2016 | 18h51

Sem citar o processo de impeachment, a presidente Dilma Rousseff afirmou que tem como determinação conduzir a "vitória do Brasil sobre a crise" e que ela quer entregar o comando do país - para seu sucessor em 2019 - com essa vitória.  "Tenho a determinação de conduzir a vitória do Brasil sobre a crise e quero mais do que nunca que isso seja feito em parceria. Nós precisamos entregar e, eu especificamente, o Brasil ao meu sucessor,  em 2019, preparado para os desafios das próximas décadas", disse, já no fim do seu discurso durante a reunião do Conselhão. 

A presidente afirmou ainda que "uma crise é muito dolorosa para ser desperdiçada". "É um momento em que surgem oportunidades para construir soluções criativas e duradouras para desafios difíceis. Esse é o espírito que nos move cotidianamente", afirmou.

Criticada em seu primeiro mandato por não "escutar" e ser "autoritária", Dilma garantiu aos mais de 90 membros do Conselhão que ela estará firme no propósito de escutá-los. "O Brasil está sedento por consenso, estabilidade e soluções", afirmou. "Conto com vocês para fazer a travessia da retomada do crescimento. Da minha parte podem esperar honestidade, desejo sincero de encontrar soluções e toda disposição de dialogar", disse Dilma aos participantes.

Segundo a presidente, todas as propostas colocadas durante a reunião devem ser debatidas. "Estamos totalmente abertos a discutir essas propostas e melhorá-las", afirmou. "Espero que os membros desse conselho nos tragam mais sugestões para colocar o Brasil de novo na rota de crescimento", completou.

Além de citar a necessidade da reforma da Previdência, Dilma disse que o Brasil tem o desafio de debater "uma reforma tributária equilibrada", citou a necessidade de melhorar o ambiente de negócios no Brasil e afirmou que agenda de leilões de concessões será intensa em 2016. "Temos também o desafio de implementar medidas para cadeia de petróleo e gás", afirmou. 

Sem entrar em detalhes nem citar a Operação Lava Jato, que investiga o esquema de corrupção na Petrobrás, a presidente lembrou ainda que não se pode penalizar as empresas com ações individuais de pessoas. "Não se deve penalizar emprego", afirmou.  

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