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Uma década de emprego estagnado

Desde 1999, a economia americana criou 0,01% de vagas por ano no setor privado, segundo dados do governo

Floyd Norris, O Estadao de S.Paulo

08 de agosto de 2009 | 00h00

Pela primeira vez desde a Grande Depressão, a economia americana não acrescentou virtualmente nenhum emprego no setor privado num período de 10 anos. O número total de empregos cresceu um pouco, mas por contratações do governo.Em julho de 1999, a economia estava em forte expansão e as empresas se queixavam da dificuldade de encontrar trabalhadores. Já em julho deste ano, a economia estava atolada na mais longa e profunda recessão desde a 2.ª Guerra. Durante a década, houve um aumento líquido de 121 mil empregos no setor privado, segundo a pesquisa com empregadores feita mês a mês pelo Departamento de Estatísticas do Trabalho. Numa economia com 109 milhões de empregos, isso significa uma taxa de crescimento anual de 0,01% para os 10 anos.Até a recessão atual, a taxa de crescimento anual no longo prazo dos empregos no setor privado não caía abaixo de 1% desde o início dos anos 60. Com mais frequência, a taxa ficava bem acima disso.Algumas áreas se fortaleceram. Os empregos na assistência à saúde continuaram crescendo, particularmente os que envolvem o atendimento de idosos. O emprego na assistência à saúde doméstica cresceu 5% ao ano, um ganho total de mais de 60%. Numa base anual, isso foi duas vezes maior que a taxa geral para assistência à saúde, de 2,5% ao ano.Houve alta de vagas também em educação e em serviços como advogados (0,7%), contadores (0,9%) e projetistas de sistemas de computador (2,4%). O campo de gerenciamento e consultoria técnica cresceu a uma taxa anual de 5%.Embora o campo de projeto de computadores e equipamentos afins tenha se expandido, o da sua fabricação, não. Boa parte desse trabalho foi transferida para a Ásia. O número de empregos na fabricação de componentes eletrônicos nos EUA caiu a uma taxa anual de 4,4%, mais que o declínio geral dos empregos no setor manufatureiro, de 3,7%.Já o setor automotivo perdeu empregos a uma taxa de 6,7% ao ano, ritmo que pode se acelerar este ano com o fechamento de revendedoras da GM e da Chrysler.E, por estranho que pareça, a economia de consumo dos EUA também perdeu empregos no varejo ao longo da década a uma taxa de 0,2%. Houve menos gente trabalhando em supermercados. Mas a categoria de hipermercados em geral - como Wal-Mart e Costco - mostra um avanço marcante de 1% ao ano, apesar de incluir lojas de departamentos como a Macy?s, onde o número de empregos caiu.Durante uma boa parte da década, o negócio da construção cresceu. Mas há agora menos empregos no setor que há dez anos. O quadro geral é de uma economia que mudou significativamente. Quando a recessão terminar, o crescimento do emprego provavelmente será retomado. Mas não há indícios de que a tendência secular para uma economia mais orientada para os serviços será revertida.

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