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Uma derrota pintada em tons róseos

Um recuo inesperado que terminou em uma vitória. Assim definiram ontem os negociadores brasileiros, tanto da área diplomática quanto da área econômica, o movimento do governo Dilma Rousseff, que cedeu a desejada primeira presidência do banco do Brics para a Índia, ficando, em troca, com a presidência do conselho de administração do novo banco e com a sucessão dos indianos na direção da instituição financeira.

Lisandra Paraguassu, João Villaverde, Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

16 de julho de 2014 | 02h00

Segundo uma fonte qualificada da equipe econômica, os aportes gradativos que serão feitos pelos cinco países do grupo no Novo Banco de Desenvolvimento tornarão a segunda presidência mais "vistosa" que a primeira. Até lá, o Brasil terá participação direta na formulação da atuação do novo banco, ao presidir o conselho de administração.

A visão rósea do resultado, no entanto, não escondeu que a negociação foi dura, com uma acirrada disputa entre Índia e China pela sede do banco.

Como propositores da instituição, os indianos se achavam no direito de ter a sede, em Nova Délhi. Os chineses, no entanto, não estavam dispostos a abrir mão da sede em Xangai e contavam com o apoio dos brasileiros, que viam a cidade como um centro financeiro e econômico mais forte.

O impasse varou a reunião dos ministros da Fazenda, na segunda-feira à noite. Parte das negociações continuaram madrugada adentro e o acordo só foi fechado pouco antes da plenária com os presidentes, na manhã de ontem.

Na reunião de ministros, a Índia foi a única que não foi representada por seu ministro da Fazenda, mas por um funcionário menos graduado, que dizia não ter poder de decidir. Com isso, conseguiu empurrar a decisão para a manhã de terça-feira e, com a pressão, obter o que queria.

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