REUTERS
REUTERS

Uma em cada quatro funcionárias do Banco Mundial já sofreu algum tipo de assédio

Entre os motivos apontados pelas funcionárias que não reclamaram publicamente, a maioria teme sofrer consequências ou acredita que nada mudaria a situação

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2018 | 11h32

Pesquisa realizada pela Associação de Funcionários do Banco Mundial aponta que 25% das funcionárias já sofreram assédio na instituição. Entre os homens, o porcentual dos que afirmam ter passado por alguma violência de natureza sexual foi de apenas 4%.

+ Mulheres driblam preconceito e desconfiança para se formarem pilotas de aviação no País

O levantamento, o qual o jornal El País teve acesso, foi obtido a partir das respostas de 5.056 pessoas dentre os cerca de 24 mil funcionários (permanentes e temporários) da instituição e entidades associadas.

A pesquisa define o assédio como casos de "avanço indesejado, pedidos de favores sexuais" ou qualquer outra ação de natureza sexual que interfira com o trabalho ou crie um ambiente intimidador.

+ O compliance como cultura

Apenas 12% das pessoas disseram ter denunciado os episódios de assédio (14% entre as mulheres) e a maioria se declarou insatisfeita com as consequências tomadas pelo banco após as denúncias.

+ Conheça os escândalos e medidas de combate a corrupção no Brasil e no mundo

Daqueles que não reclamaram publicamente, 32% temiam sofrer consequências se o fizessem, 27% acreditam que nada iria mudar e 23% não confiam no sistema. Dos que reclamaram publicamente, 18% disseram ter sofrido represálias.          

Dentro da pesquisa, 57% dos participantes eram mulheres, 40%, homens e 3% não se identificaram. Dois terços dos funcionários do Banco Mundial trabalham na sede em Washington, onde houve mais queixas de abuso do que em escritórios em outros países.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.