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Uma fonte extra de energia para as empresas

Feng shui é alternativa para quem quer superar os dias difíceis

Marilena Rocha, O Estadao de S.Paulo

17 de dezembro de 2008 | 00h00

O fim do ano chegou, a palavra crise está no ar e muita gente se pergunta sobre atitudes a tomar para não ser engolido pelo pessimismo e, sobretudo, para garantir o fluxo positivo dos negócios. Mas há um grupo cada vez mais numeroso de empresários que encontrou no feng shui a resposta contra os momentos de dificuldades ou incertezas. Em vez de arrancarem os cabelos, esses empreendedores recorrem a especialistas para ''energizar'' seus escritórios, lojas ou fábricas.Técnica milenar chinesa, o feng shui busca harmonizar espaços, o que se reflete positivamente nas pessoas. A melhora do ambiente é possível sem obras dispendiosas, mas apenas com a mudança na disposição de móveis, no sistema de iluminação, na pintura das paredes e retirada ou acréscimo de uma peça ou outra que facilitem a circulação de energias positivas.''O feng shui vai dar aquele empurrãozinho energético que a pessoa está precisando, por exemplo, para fechar novos negócios'', explica Sandra Siciliano, terapeuta ambiental que há 13 anos faz consultoria para empresas interessadas na técnica.Ela vai ao local e aplica o baguá espécie de bússola que setoriza os pontos energéticos, indicando qual a área do dinheiro ou do sucesso, entre outras. Ao longo dos últimos seis anos, o comerciante Jamil Smeili diz ter comprovado a força do feng shui nos negócios com móveis e espalhou a receita entre familiares, amigos e até clientes. ''Quem trabalha no comércio sabe o que significa uma porta aberta o dia todo, recebendo pessoas com todo tipo de carga. É uma pessoa superendividada, outra brigando com a família ou com o patrão e assim por diante. Chega uma hora em que é preciso dar uma ''limpada'' no ar, renovar as energias'', argumenta o dono da Criattiva Design.Marta Dourado é presidente da Fundamento, agência de comunicação empresarial. ''Trabalhamos com 40 profissionais, obviamente de humores diferentes e que trazem para cá todos os problemas imagináveis, desde simples ocorrências de trânsito. O feng shui faz parte de um esforço para nos manter livres de influências que podem nos derrubar'', justifica.A Bolsa de Valores é encarada como um local em que circula muito dinheiro e gente de sucesso. O administrador de empresas Raymundo Magliano Filho, que foi por sete vezes consecutivas presidente da Bovespa, é adepto da técnica chinesa: ''O mundo é feito de energias. Nós ocidentais deveríamos dar maior atenção a essa questão energética''.A admiração de Magliano pela energização cresceu por ocasião de seu contato com um grupo de adeptas da técnica chinesa atraídas pelo seu programa de popularização da Bolsa Mulheres em Ação, em 2003. ''Éramos 31 mulheres de diferentes profissões e níveis sociais que, desde 2001, nos reuníamos para aprender tudo sobre o feng shui'', recorda Solange Ceraso.A propaganda da Bovespa conquistou o grupo que, ainda em 2003, fundou o Clube de Investimentos Feng Shui. Elas estão há cinco anos na Bolsa com bons resultados. Sobre a influência do feng shui nos resultados do clube, Solange diz: ''O feng shui estimula a prosperidade, saúde ou da família''.Joana Giannoccaro cobra R$ 300 por consultoria, mas para os amigos faz de graça ou como um hobby. Ela confirma o interesse pela consultoria entre escritórios de diferentes setores. ''Eles nos chamam quando sentem que está tudo atravancado. Às vezes é uma mesa mal situada, ralos abertos ou até vazamentos. Então colocamos tudo no seu devido lugar. Aí tudo flui bem.''Em relação ao clube de investimento, Joana entende que está no caminho certo. '' O importante é mantermos o bom astral e pensamentos positivos, que boas energias vão chegar até nós'', acredita.

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