Uma nova era para o Grupo X

LLX virou Prumo e foi assumida por ex-MRS

O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2014 | 03h01

Nenhum grupo empresarial brasileiro foi afetado por uma "virada de maré" tão abrupta quanto o EBX, de Eike Batista. De colosso nacional, o grupo tem hoje três empresas em recuperação judicial - a petroleira OGX, a empresa de construção naval OSX e a mineradora MMX. Além disso, Eike enfrenta processos por crimes contra o sistema financeiro, por suposto uso de informação privilegiada na negociação de ações.

Entre as antigas empresas do grupo que conseguiram vender ativos para grupos nacionais e estrangeiros, a ordem é mostrar distanciamento cada vez maior da imagem de um negócio do Grupo X. A MPX, antigo negócio de energia de Eike Batista que teve a maior parte de suas ações vendidas para o grupo alemão E.ON, mudou rapidamente de marca, passando a se chamar Eneva. O mesmo ocorreu com o negócio de logística LLX, hoje conhecido como Prumo Logística.

Essas companhias tentam também se diferenciar do que ocorria na EBX em termos de gestão. Segundo uma fonte de mercado, a entrada do executivo Eduardo Parente no comando da Prumo Logística foi uma forma de mostrar esse direcionamento. Ex-presidente da MRS, Parente é visto no mercado como um presidente voltado para cortes de custos e otimização de processos. Procurado pelo Estado, o executivo não concedeu entrevista.

Para especialistas em gestão, a ordem para grandes grupos em dificuldade no ano que vem é apertar mais o cinto, recorrendo até mesmo à ajuda de consultorias externas. / F.S.

1. Fusões e aquisições. A entrada de um novo sócio pode motivar a troca do comando de um negócio. Segundo o Estado apurou, é o que deve ocorrer em 2015 na "nova" Restoque, empresa que surgiu após a fusão da dona da Le Lis Blanc com a fabricante de camisas Dudalina. A aposta é que um executivo de mercado assuma essa operação.

2. Crise econômica. Quando a economia cresce menos, a necessidade do negócio muda: geralmente, as empresas substituem um executivo com perfil de vendas por alguém que controle custos.

3. Reestruturações. Em negócios ou setores em crise, as companhias tentam encontrar "sangue novo". A operadora Oi anunciou Bayard Gontijo como interino e, segundo fontes, busca um nome definitivo no mercado.

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