Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas
Rafael Neddermeyeri/Fotos públicas

Uma semana depois do rebaixamento, governo vai buscar US$ 1 bi no exterior

Captação em formato de títulos de dívida de 30 anos servirá para testar aceitação do mercado

Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo

18 de janeiro de 2018 | 13h23

BRASÍLIA - Uma semana depois do rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor's Global, o governo brasileiro resolveu voltar ao mercado internacional e fazer uma emissão títulos de dívida de vencimento de 30 anos. O retorno ao investidor é de 5,875%.

Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a expectativa é de que a taxa na operação de hoje fique abaixo desse patamar. O volume inicial de venda esperado é de cerca de US$ 1 bilhão, a depender das condições de mercado consideradas positivas nesta quinta-feira, 18.

A captação do País deve funcionar como teste depois do rebaixamento do Brasil. Com a decisão da S&P, o País está três níveis abaixo do grau de investimento, mas a avaliação é de que o novo rebaixamento não é determinante na operação, já que a reação dos preços dos ativos brasileiros nos mercados foi praticamente nula após o anúncio da piora da nota.

Com a captação desta quinta-feira, o governo quer reforçar a taxa de referência dos títulos com prazo de 30 anos. A taxa dos juros da emissão soberana serve de parâmetro para as operações corporativas. O mês de janeiro é tradicionalmente bom para as emissões externas. Nessas primeiras semanas do ano, empresas como Marfrig, Rumo, Hidrovias, JSL e Rede D'or já fizeram captações no exterior.

O governo não precisa de captar recursos no exterior para honrar seus compromissos com a dívida. O espírito dessas operações é dar a referência de taxa de juros para os dois prazos de vencimentos para as emissões das companhias: 10 anos e 30 anos. A ultima captação externa foi em outubro.

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