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Unânime, mercado prevê corte de 0,25 ponto

A taxa básica de juros brasileira deverá ser reduzida em 0,25 ponto porcentual, de 11,5% para 11,25% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que começa na próxima terça-feira e termina na quarta-feira, dia 5. A opinião é de todas as 63 instituições financeiras consultadas pela Agência Estado, unanimidade que não era detectada para esse tipo de levantamento do AE Projeções desde março de 2007, quando as 50 instituições pesquisadas naquele mês contavam com uma redução de 0,25 ponto nos juros. Esta pesquisa mais abrangente ratifica o que já havia sido mostrado numa pequena prévia divulgada pela AE na sexta-feira da semana passada (24 de agosto), quando todas as 16 instituições consultadas fecharam consenso numa redução mais conservadora da diretoria do BC, em relação aos encontros de junho e julho, quando a Selic sofreu cortes de 0,50 ponto porcentual. Na semana anterior, o levantamento foi necessário para tentar captar o sentimento do mercado financeiro após o impacto da turbulência vinda do exterior e depois de o Índice de Preços ao Consumidor-15 (IPCA-15) de agosto subir 0,42% ante 0,24% em julho, com um resultado bem acima das estimativas dos analistas ouvidos pela AE, que eram de alta de 0,25% a 0,34%. Entre a pesquisa menor e a mais abrangente, o cenário ganhou mais um fator ligado à inflação para uma análise mais criteriosa: o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M) de agosto, que subiu 0,98% ante 0,28% de julho e alcançou a maior taxa desde agosto de 2004, quando havia avançado 1,22%. Se antes da crise e das divulgações do IPCA-15 e do IGP-M havia instituições que trabalhavam com a hipótese de o Copom cortar os juros em 0,5 ponto em setembro, após estes acontecimentos, uma atitude menos ousada do BC, prevista apenas para outubro, passou a ser o pensamento dominante entre os economistas. Mais do que isso, já existe uma corrente de instituições que acredita em interrupção dos cortes já a partir de outubro, quando acontecerá a penúltima reunião de 2007 do Copom - a última será feita em dezembro. Apesar do consenso do mercado, há dúvidas se a mesma unanimidade será observada entre os diretores do Copom. Segundo boa parte dos especialistas consultados, qualquer dissidência poderá representar um sinal do que poderá ser decidido nas reuniões seguintes, de outubro e dezembro.

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