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Unasul quer ter política única contra especulação

Os países da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) decidiram fazer uma reunião em Buenos Aires nos dias 11 e 12 de agosto para definir os mecanismos conjuntos de proteção contra ataques especulativos. Os países da Unasul anunciaram que vão convidar também o México a se integrar no esforço de proteção mútua dos países da região.

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

29 de julho de 2011 | 00h41

Na reunião da Unasul realizada ontem, em Lima, logo depois da posse do presidente do Peru, Ollanta Humala, a presidente Dilma Rousseff conclamou todos os países que integram a Unasul a se unir num momento em que as nações da América do Sul passam por um bom momento econômico, mas se sentem ameaçadas pelas crises nos Estados Unidos e União Europeia.

Depois do encontro, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, anunciou a reunião de Buenos Aires, da qual vão participar os ministros da Fazenda e os presidentes dos bancos centrais dos países integrantes da Unasul.

"Temos de nos defender do imenso, do fantástico, do extraordinário mar de liquidez que se dirige para as nossas economias buscando a rentabilidade que não tem nas suas economias", afirmou Dilma Rousseff.

Comércio. Para Dilma, a autoproteção não pode congelar os países. Deve permitir que eles continuem a crescer. A presidente fez um discurso de quase meia hora e não esperou o final da reunião da Unasul para regressar ao Brasil. Ela afirmou ainda: "Temos de enfrentar os desequilíbrios cambiais que dificultam a competitividade extrarregional de nossos bens e serviços".

Dilma pediu que os países da região se esforcem para "prosseguir trabalhando em favor de nossas trocas e investimentos recíprocos". "Devemos estabelecer modalidades de financiamento às exportações, com créditos recíprocos e aperfeiçoamentos para enfrentar barreiras pontuais, avançando na integração", discursou.

Para a presidente, com essa integração regional e a ampliação das trocas na região, os países da América do Sul poderão se proteger dos produtos asiáticos que estão "alagando nossos países e comprometendo nossos empregos".

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