Unctad prevê desaceleração global para 2,5% em 2008

'Estamos nos aproximando do décimo mês de crise sem realmente ver a luz no fim do túnel', diz secretário-geral

Nalu Fernandes, da Agência Estado,

12 de abril de 2008 | 15h14

A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad) projeta crescimento de 2,5% para a economia mundial em 2008, de acordo com o secretário-geral, Supachai Panitchpakdi. A previsão foi feita em discurso ao Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês) do Fundo Monetário Internacional (FMI), no Encontro de Primavera, em Washington. "Estamos nos aproximando do décimo mês de crise sem realmente ver a luz no fim do túnel", disse ao comitê que orienta as prioridades políticas do Fundo.  Veja também:G7 quer fim das 'perversões do mercado', dizem chefes dos BCsUE não requer 'ativismo' em política econômica, diz comissárioBrasil, Rússia, Índia e China também vão desacelerar, diz OCDEEconomia global vive situação entre 'gelo e fogo', diz FMIONU pede medidas urgentes contra inflação de alimentosCronologia da crise financeira  Entenda a crise nos Estados Unidos    Confirmada a taxa de crescimento projetada pela Unctad para o ano, o número caracterizaria processo de recessão global, segundo avaliações do FMI. No relatório Perspectiva Econômica Mundial (WEO, na sigla em inglês), divulgado dia 9, o Fundo projetou 25% de chances de o crescimento global cair para 3% ou menos em 2008 e em 2009, ante nível de 5% em 2006 e de 4,9% em 2007. Uma perda de velocidade nesta magnitude, citou o documento, seria "equivalente a uma recessão global". A projeção central do FMI é de PIB mundial em 3,7% neste ano. A Unctad prevê um número "abaixo de 1,5%" para as economias avançadas e crescimento de 6% no mundo em desenvolvimento. No entanto, Panitchpakdi, assim como os economistas do FMI, adverte que os riscos aumentaram substancialmente. "Se, por exemplo, a crise de liquidez se espalhar pelo mercado de dívida dos emergentes, os países em desenvolvimento poderiam enfrentar uma elevação súbita nos custos de financiamento."

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