União bancária na UE seria risco para R. Checa, diz BC

As propostas da União Europeia para uma união bancária levariam a uma união fiscal pan-europeia, à perda do controle nacional sobre os bancos, a um fluxo de saída de capitais potencialmente ilimitado e a um risco para o orçamento fiscal e um passivo para contribuintes, alertou hoje o vice-presidente do banco central da República Checa.

AE, Agencia Estado

24 de setembro de 2012 | 10h05

"Não posso imaginar que qualquer pessoa instruída possa afirmar que a República Checa deveria fazer parte desse projeto", disse Mojmir Hampi em entrevista ao jornal diário Lidove Noviny.

Se a República Checa ficar sujeita a garantir depósitos em toda a Europa, não apenas o próprio fundo de garantia de depósitos da República Checa estaria em risco, mas o país poderia ter de tomar emprestado para contribuir para o fundo pan-europeu, o que criaria novos passivos para o orçamento do Estado e criaria a necessidade de novos impostos, afirmou.

De acordo com a proposta atual da Comissão Europeia, o país poderia ter de aceitar um fluxo de saída completamente sem limites de recursos do setor financeiro doméstico para apoiar os bancos falidos em outros lugares.

A estabilidade do setor bancário checo pararia de ser monitorada, apenas a estabilidade do setor na Europa como um todo importaria, o que coloca o país em grande risco, alertou o vice-presidente do BC da República Checa. As informações são da Dow Jones

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