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União corta R$ 2,3 bi em despesas com custeio

Gastos somados com transporte, serviços e materiais, entre outros, caiu 12% em setembro, segundo o Planejamento

Fernando Nakagawa, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2016 | 22h43

BRASÍLIA - No esforço de arrumação das contas públicas e para dar publicidade ao corte na própria carne, o governo federal convocou a imprensa para anunciar que reduziu as despesas com custeio em R$ 2,3 bilhões entre janeiro e setembro. Em relação ao mesmo período de 2015, a conta teve queda real – já descontada a inflação – de 12%.

“A queda do gasto de custeio é resultado de um conjunto amplo de ações. Temos tomado medidas para compra de passagens, transporte e serviços. São ações que dão resultado”, disse o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, que comemorou a queda dos valores em sete dos oito grupos de despesas detalhadas no balanço.

Ao todo, o governo gastou R$ 16,6 bilhões com o custeio da máquina pública nos nove meses com serviços, materiais, comunicação, energia, água, aluguel, diárias e transportes, entre outros itens. A despesa que teve maior redução foi o material de consumo, com queda real de 27,3%, para R$ 1,75 bilhão no período.

Os gastos com comunicação e processamento de dados caíram 22,3%, para R$ 1,75 bilhão. Já os serviços de apoio – o maior gasto administrativo do governo – caíram 14,4%, para R$ 7,47 bilhões. A conta de luz e água do governo teve queda menos intensa, de 2%, para R$ 1,53 bilhão. O único item com aumento real dos gastos foi “outros serviços”, com alta de 171,5%, para R$ 815,7 milhões. Apesar do salto, essa é a menor despesa entre os oito grupos.

O Ministério do Planejamento não tem meta de redução desses gastos administrativos como a existente para o corte de pessoal. Mesmo assim, o ministro promete que continuará agindo. “Essa redução continuará sendo uma das prioridades.”

Oliveira deu como exemplo o já anunciado novo sistema de transporte dos servidores a serviço do governo federal. Sem carros oficiais e com uma frota particular terceirizada que será acionada por um aplicativo de celular, essa espécie de “Uber do governo” deve reduzir a conta anual de transporte em cerca de R$ 26 milhões – ou 53% da despesa atual.

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