União entre Perdigão e Sadia reduz opções para consumidor

'Uma certeza existe: preço ao consumidor não vai baixar', diz consultor; Brasil Foods terá concorrência pequena

Márcia de Chiara, de O Estado de S. Paulo,

19 de maio de 2009 | 08h29

A união da Sadia com a Perdigão deve causar dor de cabeça aos donos de supermercados e aos consumidores, que ficarão nas mãos de um grande fornecedor, avaliam consultores especializados em varejo. É que, na prática, não existe uma empresa de âmbito nacional com um leque de produtos tão amplo e capaz de ser uma alternativa à gigante do setor de carnes que está se formando no mercado.  

 

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'Uma certeza existe: o preço ao consumidor não vai baixar', afirma o consultor Antonio Carlos Ascar, da Ascar & Associados. Ele considera que a união das duas empresas vai representar uma perda para o consumidor. Ele compara a fusão de Sadia e Perdigão à união entre a Brahma e Antarctica, que deu origem à Ambev. A diferença, observa, é que há uma infinidade de marcas de cerveja, o que não existe no setor de aves e suínos.

 

O consultor Marco Quintarelli, da Quintarelli Solutions, diz que a preocupação do varejo com a união das companhias é antiga, desde que a Sadia fez uma oferta hostil para comprar a Perdigão, em 2006. Desde aquela época, ficou claro para os supermercados que não havia uma empresa forte, de âmbito nacional, capaz de ser uma alternativa às duas. As marcas PifPaf e Rica, por exemplo, são fortes nos mercados de Minas Gerais e do Rio de Janeiro, respectivamente, por exemplo. "E são marcas mais de combate", diz o consultor. No curto prazo, até que surjam competidores de peso, o varejo e o consumidor ficarão presos à Brasil Foods.

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