União Européia cobra mais união dos emergentes na OMC

O comissário de Comércio da União Européia (UE), Pascal Lamy, cobrou hoje maior coesão do G-20 (grupo formado por Brasil, África do Sul, China e outros países emergentes) nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC). Ele disse que o bloco ainda não tem uma posição "homogênea" sobre acesso a mercados para produtos agrícolas e garantiu que a UE está disposta a debater a data de eliminação de subsídios a exportações para todos os produtos de interesse aos países em desenvolvimento. "Eles (o G-20) têm posição homogênea no que se refere aos subsídios, mas nessa etapa não têm posição consolidada sobre acesso a mercados", afirmou Lamy. Na semana que vem, a UE e o G-20 se reúnem em Genebra para um debate sobre as negociações.Os países do G-20 querem primeiro saber quais serão os efeitos da fórmula sugerida pelos países ricos sobre como reduzir as tarifas para depois apresentarem a contra-proposta. Pela fórmula proposta, os cortes tarifários não seriam significativos. "Se o G-20 tem uma posição ativa e homogênea, poderia ajudar a avançar a negociação", afirmou Lamy, que hoje lançou um site na Internet para ajudar os países em desenvolvimento, inclusive os brasileiros, a exportarem para o mercado europeu - no endereço http://export-help.cec.eu.int - que em breve estará disponível em português.O chanceler Celso Amorim, que se reuniu hoje na OMC com o diretor da entidade, Supachai Panitchpakdi, em Genebra, afirmou que sente um clima positivo para fazer com que as negociações da OMC saiam do impasse que vivem. "Acreditamos que ainda existe espaço para a conclusão das negociações dentro do prazo (fim de 2004)", afirmou. Segundo Amorim, a OMC precisa de "imaginação" e não apenas exigir flexibilidade dos negociadores.

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