União Européia e Reino Unido mantêm suas taxas de juros

O Banco Central Europeu também manteve as taxas de juros na zona do euro inalteradas, tomando decisão semelhante à do Banco da Inglaterra, que mais cedo havia anunciado a decisão de não mudar a política monetária vigente no Reino Unido. A decisão do BCE ficou em linha com as previsões do mercado e evidenciou a resistência da instituição a se curvar a apelos de governantes e empresários da região. Com a manutenção, a taxa mínima de oferta, usada nas operações de refinanciamento da instituição, seguiu em 2%. No Reino Unido, a taxa de recompra seguiu em 4%, enquanto a taxa nos EUA é de 1%. Todos os 28 analistas consultados pela Dow Jones Newswires previam que o BCE não mexeria nos juros hoje. Além disso, todos, com exceção de apenas um analista, acreditam que as taxas seguirão nos níveis atuais até junho e uma grande maioria segue mantendo as apostas de que as taxas continuarão estáveis até setembro. A razão dessas expectativas é a aversão do BCE ao risco de estimular a inflação em um momento em que as economias mundiais passam por um processo de recuperação. Mas inflação não é um risco iminente para a região. Dados da Eurostat mostraram que a inflação anual de fevereiro subiu 1,6%, em fevereiro, abaixo da alta de 1,9%, em janeiro. Esse declínio não persuadiu o BCE. A queda da taxa anual de inflação de fevereiro pode ter sido mais aparente do que real, considerando como base o aumento de preços de fevereiro de 2003, quando os custos mais elevados de energia desencadearam aumento dos preços aos consumidores. Além disso, surgiram sinais de crescimento na zona do euro, que respaldam análises de que não há necessidade de um corte de juros no momento. Mas há aqueles que defendem um corte nos juros, citando que os sinais de recuperação são frágeis. Por exemplo, o PIB da zona do euro, conforme dado divulgado hoje, cresceu apenas 0,3% no quarto trimestre de 2003, na comparação com o terceiro trimestre, e 0,6% ante os últimos três meses de 2002. Outro dado divulgado essa manhã revelou que as encomendas às indústrias manufatureiras alemãs caiu 2%, em janeiro, uma queda bem mais profunda do que o declínio de 0,1% esperado. As informações são da Dow Jones.

Agencia Estado,

04 Março 2004 | 10h39

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