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União Européia pede à OMC que julgue tarifa dos EUA para o aço

A União Européia (UE) pediu à Organização Mundial do Comércio (OMC) a abertura de um painel de três especialistas para julgar se a decisão dos EUA adotada em março de elevar as tarifas do aço em até 30% violam as normas da organização. "É o primeiro passo da UE na solicitação formal de uma decisão sobre a validade das medidas adotadas pelos EUA", disse Richard Weiner, responsável pelo departamento de comércio internacional da firma Hogan & Hartson, em Bruxelas. "A decisão indica a clara intenção de seguir adiante rapidamente", acrescentou. A UE argumenta que as tarifas impostas pelos EUA são ilegais, alegando que os EUA não podem impor medidas protecionistas, já que as importações de aço pelos EUA vêm caindo e não aumentando nos últimos anos. Levará quase um ano para a OMC tomar uma decisão. Se o painel decidir em favor dos países europeus, a UE terá o direito de impor tarifas retaliatórias sobre as exportações norte-americanas. A UE está tentando exercer pressão sobre os EUA para removerem as tarifas o mais breve possível e pretende apresentar à OMC uma lista de produtos que podem ser sobretaxados antes do prazo final marcado para o dia 17 de maio. A UE poderá aplicar as tarifas em 18 de junho. A UE afirma que tem o direito de retaliar de imediato, pois as tarifas norte-americanas foram aplicadas de forma indevida. Anthony Gooch, porta-voz do Comércio da UE, disse que os 15 países-membros apoiaram a estratégia durante uma reunião hoje. No entanto, a Alemanha e os países nórdicos mostraram dúvidas quanto a uma retaliação antecipada. Esses países temem que os EUA possam contra-atacar, desencadeando uma guerra comercial mais ampla. Os governos da UE deverão tomar uma decisão final sobre a retaliação no dia 10 de junho, em reunião dos ministros das Relações Exteriores.A UE também está pedido compensações por perdas no comércio de aço. O bloco europeu quer que os EUA reduzam as tarifas de uma série de produtos.Até agora, os EUA têm se recusado, embora as negociações continuem. As informações são da agência Dow Jones.

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