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União Européia pode flexibilizar proposta na agricultura

A União Européia fez na manhã desta quinta-feira um sinal de que poderá flexibilizar a sua proposta sobre acesso a mercado agrícola para aproximá-la da exigência do G-20, o grupo de países em desenvolvimento que exige resultados mais ambiciosos no capítulo agrícola da Rodada Doha, da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em entrevista à imprensa, ao final de uma reunião com ministros dos países membros da Comunidade Européia, o comissário de Comércio, Peter Mandelson, declarou que o bloco europeu "está preparado para aumentar significativamente sua oferta, movendo-a na direção e para mais perto do G-20". Especificamente, informou a imprensa que o corte de tarifas na área agrícola poderá atingir a média de 54% exigida pelo G-20, o que significaria um corte de cerca de 51% no caso da União Européia. Mandelson, entretanto, condicionou esse movimento à apresentação de uma nova proposta dos Estados Unidos, com a redução mais acentuada em seus subsídios agrícolas. A declaração de Mandelson foi confirmada pela sua colega Marionn Fischer-Boel, comissária de Agricultura da União Européia. Ela igualmente ressaltou que "ofertas cosméticas não serão suficientes" para esse movimento europeu, em referência à expectativa sobre a posição americana. França reageA iniciativa de Mandelson provocou reações imediatas da França, país que mais resiste à abertura desse setor. Em seguida à declaração do comissário, os ministros franceses Christine Lagarde, de Comércio Exterior, e Dominique Bussereau, de Agricultura e Pesca, insistiram que é "inaceitável" a idéia de convergir a proposta européia para a do G-20 e desautorizaram Mandelson. "Essa idéia simplesmente não está em jogo. Não tenho voz para falar pela União Européia, mas não vamos cair na proposta do G-20. Isso é inaceitável", afirmou Lagarde. "Não existe nenhum mandato que permita a flexibilização da proposta agrícola em direção à posição do G-20", reiterou Bussereau. O ministro de Agricultura ressaltou ainda que a França teria, como aliados dentro do bloco europeu, a maioria dos seus 25 membros. Citou a Espanha, a Itália, a Alemanha, Portugal, Irlanda, Chipre e Malta.Entretanto, a Áustria, que preside a Comunidade Européia neste semestre, não teve a mesma compreensão. Ao lado de Mandelson, o ministro austríaco de Comércio, Martin Barteinstein, havia afirmado que o mandato concedido pelos países do bloco para a Comissão negociar a Rodada Doha tem a flexibilidade necessária para que proposta de corte médio de 54% possa ser colocada sobre a mesa. Representantes das delegações da Itália e da Espanha, entretanto, observaram que há uma disputa interna, na União Européia, para saber quem vai pagar a conta do corte de tarifas na área agrícola. Os países mediterrâneos argumentam que as tarifas de seus produtos já foram suficientemente reduzidas, enquanto que as carnes, os lácteos, as frutas e os cereais produzidos pelos países do Norte - França, Alemanha, Inglaterra e outros - continuam protegidos.

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