União Européia recusa encontro para reabrir negociações na OMC

Mesmo com o apoio da Grã-Bretanha e a simpatia da Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva dificilmente dobrará a resistência da União Européia (UE) a sua proposta de promover uma reunião de chefes de Estado para destravar as negociações da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).Em princípio, Lula vislumbra que esse encontro poderia ocorrer em paralelo à Cimeira União Européia-América Latina, em Viena, em maio. Nesta quarta-feira, o comissário de Comércio da UE, o britânico Peter Mandelson, colocou obstáculos na proposta, a apenas sete dias de seu encontro com Lula, em Brasília."Há mais trabalho a fazer, antes de convocar uma reunião como a que o presidente Lula e o primeiro-ministro Blair propuseram", afirmou Mandelson, durante teleconferência com jornalistas brasileiros, argentinos e chilenos, referindo-se a seu antigo chefe, Tony Blair. Político do Partido Trabalhista britânico, Mandelson fez parte do gabinete de Blair em duas ocasiões. "O tempo que temos é muito curto para essa iniciativa. Mais trabalho mais sério para os ministros negociadores seria clarear o avanço das negociações."De Bruxelas, Mandelson insistiu que terá nas negociações comerciais que envolvem o Brasil e a UE o principal objetivo de sua visita ao País - as negociações da OMC e do acordo de livre comércio entre o Mercosul e o bloco europeu. Deixará claro o que o Itamaraty já sabe: a UE não definirá o acordo com o Mercosul antes da conclusão da Rodada Doha. "A nossa prioridade é a OMC. Mas isso não quer dizer que o Mercosul esteja fora da mesa", afirmou.

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