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União Europeia rejeita assumir 'bancos podres'

Para comissão, novo socorro poderia acirrar recessão e por em risco capacidade de pagamento dos países

JAMIL CHADE, Agencia Estado

12 de fevereiro de 2009 | 09h14

Um documento sigiloso da Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia (UE), revela que a tentativa de criar "bancos podres" em toda a Europa poderia aprofundar a recessão e ameaçar a sobrevivência da união monetária. Na última quarta-feira, 11, a Comissão anunciou a convocação de uma cúpula, para 1º de março, de governos dos 27 países do bloco, divididos sobre como enfrentar a crise. Enquanto isso, o Reino Unido anuncia que está em "recessão profunda" e teme que o Produto Interno Bruto (PIB) encolha até 6%, no pior dos cenários.   Veja também: Queda na indústria da UE em dezembro é recorde Economia volta a encolher e Espanha fecha ano em recessão De olho nos sintomas da crise econômica  Dicionário da crise  Lições de 29 Como o mundo reage à crise O temor da Comissão é de que um novo pacote de socorro dos bancos possa levar alguns países do bloco a se endividar a ponto de não poderem pagar as dívidas no curto prazo. A preocupação é sobretudo com Espanha, Grécia, Irlanda, Portugal e Itália. "As estimativas de perdas e os cálculos dos orçamentos sugerem que um plano (de compra de "ativos tóxicos") seria muito grande tanto em termos absolutos como em relação ao PIB dos países", diz o documento.   Os europeus não conseguem definir o que fazer com a "parte podre" dos bancos. A sua compra pelos governos é vista como ameaça, já que exigiria empréstimos que não teriam como pagar. A vítima, nesse caso, seria a sobrevivência da moeda única, o euro. "As limitações orçamentárias de alguns Estados membros é evidente", afirma a Comissão. Para ela, a compra de ações tóxicas por governos já deixou de ser uma opção em alguns países, em razão do tamanho do prejuízo na comparação com o PIB e diante do volume do orçamento nacional. Os bancos europeus teriam recursos estimados em 41 trilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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