União Européia vai investigar gigante francesa de eletricidade

A agência reguladora antitruste da União Européia está se preparando nesta semana para lançar uma investigação sobre a companhia francesa Electricité de France, em meio a acusações de concorrência desleal.A Comissão da UE deverá abordar o assunto em reunião na próxima quarta-feira, e o comissário Mario Monti agendou uma entrevista coletiva para esse dia.Mas meios de comunicação franceses divulgaram que ele ainda enfrenta oposição dentro da comissão, em que dois dos 20 membros são franceses. Apesar de ser necessária apenas maioria simples, a comissão geralmente tenta tomar decisões por consenso.Os representantes da UE esperam que a proposta de investigação seja aprovada. Se forem encontradas evidências de violação, a gigante francesa pode ser multada ou obrigada a devolver todos os benefícios estatais ilegais.Monti ganhou a reputação de ser um cruzado contra ajudas estatais ilegais às companhias da UE. Nesta segunda-feira, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, assegurou a ele que qualquer ajuda estatal à Fiat seria submetida à aprovação de Bruxelas.A EDF até agora tem evitado investigações formais, apesar de acusações de que o apoio estatal que recebe lhe permite obter empréstimos em termos melhores do que os de suas concorrentes privadas e de que ela se aproveita do alívio de impostos.Estes benefícios dariam à empresa francesa uma vantagem injusta à medida que consolida, por meio de diversas aquisições, sua posição de liderança antes que o mercado doméstico se abra totalmente à concorrência estrangeira.A EDF gastou mais de 2 bilhões de euros neste ano com a compra da companhia de serviços públicos Seeboard, do Reino Unido. No ano passado, a francesa comprou participações na italiana Montedison SpA, hoje Edison SpA, e na espanhola Hidroeléctrica del Cantábrico SA. Em 2000, a companhia comprou a alemã Energie Baden Wuerttemberg.Roma e Madri responderam através da aprovação de leis que restringem o direito de voto da EDF em suas empresas.

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