Unibanco avalia que microcrédito é rentável com taxa de 3,9%

O diretor-executivo de Varejo do Unibanco, Armando Pompeu, disse que a taxa de juros mínima para a atividade de microcrédito ser rentável é de 3,9% ao mês. Esse porcentual é superior aos 2% que o governo pretende que os bancos cobrem para incentivar o crédito a pessoas físicas de baixa renda e microempresas. O executivo explicou que o Unibanco, por meio da Fininvest, entrou nessa área no final do ano passado com o Banco Mundial. "Os juros cobrados pela Fininvest são a partir de 3,9% ao mês, que acreditamos ser a taxa mínima para remuneração da atividade." O governo quer obrigar os bancos a destinarem 2% dos depósitos à vista ao microcrédito, cobrando juros de 2% ao mês. Pompeu acredita que a iniciativa do governo é "louvável e está no caminho certo", mas que a taxa exigida não cobre os custos de captação de recursos, de investimento em tecnologia, de risco de inadimplência e de manutenção de agências. "A nossa percepção ao ver essa exigência é que o mix de componentes do custo de crédito será mexido no tempo", afirmou. Segundo ele, o que pode baratear o crédito é a obtenção de garantia real pelos bancos e a redução do custo do dinheiro, que depende da queda dos juros e do compulsório. Pompeu disse que o Unibanco pretende destinar parte dos depósitos para o microcrédito, ao invés de recolher o compulsório, mas vai analisar as condições antes. O volume de crédito para essa linha será de R$ 34 milhões.

Agencia Estado,

02 Julho 2003 | 15h32

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