Unibanco destaca Celesc entre as distribuidoras

O Departamento de Pesquisas do Unibanco iniciou a cobertura das ações das distribuidoras de energia Coelce, Eletropaulo, Light e Celesc, esta última com recomendação de compra dos analistas Sérgio Tamashiro e Luiz Felipe Cruz.Eles destacam como pontos fortes da empresa a nova estrutura societária, que divide a Celesc em quatro unidades de negócios: holding, distribuição, geração e telecomunicações. "Diante da reestruturação, a expectativa é de que a administração fique mais profissionalizada", avalia Cruz, que aponta como favorável a grande penetração da companhia no Estado de Santa Catarina e o baixo patamar de perdas de energia, de 4,3%, uma das menores taxas entre as distribuidoras.Cruz pondera, porém, que a Celesc tem propensão a priorizar o papel social no retorno dos investimentos, pelo fato de ainda ser estatal. Os analistas estimam que os papéis preferenciais do tipo B (PNB, sem direito a voto) da empresa catarinense possam atingir cotação de R$ 0,99 a unidade até o final do ano, um potencial de valorização de aproximadamente 80% ante os níveis atuais.Para a Coelce, a recomendação é de manter as ações em carteira. O preço-alvo para 12 meses é de R$ 5,39 por lote de mil ações preferenciais do tipo A (PNA), indicando potencial de alta de 22,5%. Entre os pontos altos da companhia está a elevada distribuição de dividendos, dizem os especialistas. Os principais fatores negativos são a baixa liquidez dos papéis e o "contínuo risco" de fechamento de capital, embora uma oferta de compra de ações no mercado possa representar uma boa oportunidade.A recomendação para a Light também é de manter as ações no portfólio. Os analistas trabalham com preço-alvo de R$ 157,57 por lote de mil papéis ON, com potencial de valorização de 29,68%. Eles observam que a reestruturação da companhia e a operação de troca de ativos com a controladora EDF, que deve contribuir para reduzir a dívida da Light, beneficiam a distribuidora do Rio de Janeiro.Para os especialistas, a percepção de ganho na Eletropaulo não é atrativo por causa do elevado endividamento da empresa e a contabilização de um débito de R$ 2 bilhões com o fundo de pensão dos funcionários. Apesar de a distribuidora paulista atuar na região de maior poder aquisitivo do País, seu mercado está maduro e tem pouco espaço para crescer, na opinião do Unibanco. A controladora da Eletropaulo, a norte-americana AES, afirmou que pretende se concentrar menos na América Latina, mas esse risco já foi assimilado pelo mercado, disse Cruz.

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