Unibanco destaca Ripasa no setor de celulose

As ações da Ripasa são as novas preferidas da Unibanco Corretora no setor de papel e celulose. A eleita anterior era Votorantim Celulose e Papel (VCP). Na opinião da analista Simone Rosito, tanto Ripasa quanto VCP apresentam características bastante defensivas, "como o foco em produtos de maior valor agregado e sólida situação financeira". Ela ressaltou, no entanto, que a eleita anterior já apresentou valorização de mais de 45% no ano, enquanto a Ripasa só começou a dar sinais de alta recentemente. Para a analista, o potencial das ações da Ripasa é grande. "O ponto fraco da companhia, a falta de liquidez, já começa a dar sinais de melhora." Na opinião dela, as ações estão se tornando mais negociáveis à medida que o mercado reconhece o potencial da empresa. A recomendação é de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 2,05. Isso significa que os papéis podem subir 78% até setembro do ano que vem, em relação ao fechamento de sexta-feira. No caso da VCP, a recomendação passou de compra para manutenção em carteira. O novo preço-alvo para as ações é de R$ 105,07 por mil, com potencial de alta de 30,5% até novembro de 2002. A analista afirma que a companhia teve um desempenho positivo este ano. "Agora é a hora de o acionista colher os frutos dessa boa performance e pensar em investir em um ativo que ofereça um potencial de ganho mais alto." Segundo ela, além da Ripasa, há mais opções interessantes de investimento no setor, como Bahia Sul e Suzano. Essa última, de acordo com Simone, registrou no terceiro trimestre do ano um lucro abaixo das expectativas da corretora. Os ganhos ficaram em R$ 0,16 por ação, ante estimativa de R$ 0,21 por papel. "Como nos casos de Bahia Sul e Aracruz, a desvalorização cambial também foi a grande vilã para a Suzano." Apesar do lucro menor, os papéis da Suzano estão baratos no mercado, na visão da Unibanco, e oferecem elevado potencial de alta. A recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 15,35 por papel, e indicação de ganho de 185% até novembro do ano que vem. Segundo a analista, o mercado está agora de olho nas novidades com relação à cisão de ações da companhia. Recentemente, a Suzano anunciou uma reestruturação, que passa pela separação dos ativos de papel e celulose dos petroquímicos. Quanto à Bahia Sul, ela acredita que o desempenho da companhia melhorará em 2002, apesar do desempenho fraco no terceiro trimestre deste ano. "O início de operação das cortadeiras agrega bastante valor ao mix de produtos, pois o preço do papel de imprimir é bastante superior ao do vendido em bobinas." Simone reitera a recomendação de compra para as ações, com preço-alvo de R$ 747,00 por mil. O potencial de alta até novembro de 2002 é de 211%.

Agencia Estado,

10 Dezembro 2001 | 12h08

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