Unibanco diz ter interesse na compra da Nossa Caixa

Para o vice-presidente de varejo do banco, processo mais adequado para a venda da instituição é o leilão

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

23 de maio de 2008 | 14h08

O vice-presidente de varejo do Unibanco, Márcio Schettini, afirmou à Agência Estado que o banco privado está interessado em adquirir a Nossa Caixa. O executivo frisou que o processo mais adequado para a venda do banco estadual deveria ser um leilão, pois trata-se de uma instituição pública, o que teria capacidade de elevar seu valor de alienação e maximizar os recursos que seriam arrecadados por seu controlador, o poder executivo paulista.     Veja também:    Bradesco e Itaú defendem leilão para Nossa Caixa  Nossa Caixa não demitirá funcionários, diz sindicato   De acordo com Schettini, o banco estadual "se encaixaria com bastante facilidade" nas intenções do Unibanco de expansão das suas operações de varejo, que foi anunciada no final do ano passado. "A Nossa Caixa vai de encontro ao nosso projeto de ampliar a rede de distribuição em São Paulo e complementar a estrutura de rede de agências", frisou.   O vice-presidente do Unibanco não quis fazer comentários sobre qual seria o preço mínimo para a aquisição da Nossa Caixa, pois esse valor só poderia ser definido a partir de uma "due dilligence" feita especialmente depois que fosse confirmado a realização de um eventual leilão do banco estadual.   O presidente da Assembléia Legislativa de São Paulo, José Carlos Vaz de Lima (PSDB), afirmou à Agência Estado que o preço justo de venda da instituição deveria ser no mínimo duas vezes maior ao patrimônio da Nossa Caixa, que registrou R$ 2,867 bilhões no balanço de 31 de março deste ano. Assim, o preço mínimo deveria ser ao menos de R$ 5,7 bilhões.   Schettini também não quís comentar a avaliação feita pelo presidente da Assembléia Legislativa, segundo a qual os deputados paulistas teriam condições bem menos favoráveis para aprovar a venda da Nossa Caixa para um banco particular, pois isso caracterizaria uma privatização e geraria grandes temores de fortes cortes do número de funcionários.   "Não temos o controle do processo relativo à Nossa Caixa. Mas avaliamos que o leilão seria mais benéfico à sociedade, aos investidores e ao controlador", comentou .

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