Unica comemora o reconhecimento do etanol pelos EUA

Agência de proteção ambiental norte-americana considera que combustível reduz em 61% as emissões de gases

Efe,

04 de fevereiro de 2010 | 02h33

A União da Indústria da cana-de-açúcar do Brasil (Unica) comemorou na quarta-feira, 3, o reconhecimento dado pelo Governo dos Estados Unidos ao etanol produzido no País, qualificado como um "biocombustível avançado" na redução de emissões de gases,informou o grêmio produtor.

 

Em comunicado, a Unica assinalou que a regulamentação dos biocombustíveis aprovada pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na sigla em inglês) considerou que o etanol de cana brasileiro reduz em 61% as emissões de gases.

 

"Talvez este reconhecimento influencie aqueles que querem levantar as barreiras comerciais contra a energia limpa nos Estados Unidos e no mundo. O etanol de cana é um biocombustível de primeira geração, com um desempenho de terceira geração", destacou Joel Velasco, representante da Unica em Washington.

 

Para o organismo americano, o etanol de cana-de-açúcar é um biocombustível renovável "que pode contribuir de forma significativa para a redução das emissões de gases que causam o efeito estufa e diversificar a matriz energética".

 

O respaldo ao etanol por parte dos EUA foi incluído em uma série de normas sobre produção de combustíveis emitidas hoje pela EPA, que indicou que neste ano o etanol e outros combustíveis renováveis deverão representar 8,25% das vendas totais de gasolina e diesel nos EUA.

 

Essa percentagem procura cumprir um objetivo estabelecido pelo Congresso: o país deve chegar em 2010 a uma produção de 13 bilhões de galões (49,2 bilhões de litros) de combustíveis renováveis.

A notícia alimenta as ambições do Governo brasileiro em aumentar sua presença no mercado americano. Entretanto, o álcool continua em uma crise no mercado interno brasileiro devido à redução da oferta,o que fez subir os preços nos últimos dias.

 

Desde o último dia 1º de fevereiro o Brasil reduziu de 25% a 20% a porcentagem do etanol misturado obrigatoriamente à gasolina, e alguns setores pressionam para que sejam derrubadas as tarifas aplicadas à eventual importação de etanol de milho produzido nos EUA.

 

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que a redução dos impostos da gasolina contribuirá para evitar que o preço do combustível fóssil aumente com a diminuição da mistura do etanol.

 

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