Única defende incidência da Cide sobre a gasolina

O diretor técnico da União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica), Antônio de Pádua Rodrigues, defendeu o retorno da incidência da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina como "instrumento factível de estímulo ao investimento de longo prazo". Nesta quarta-feira, Pádua comentou, durante o 11º Seminário Guarani, o anúncio de incentivos pelo governo federal ao setor sucroenergético.

KELLEN MORAES, Agencia Estado

24 de abril de 2013 | 10h52

Quando foi zerada em 2008, a Cide sobre a gasolina A (pura) era de R$ 0,28 por litro. Se fosse retomada em igual patamar, o preço da gasolina C (com a mistura de 25% de etanol, que passará a valer a partir de 1º de maio) subiria em R$ 0,17, dando fôlego ao álcool.

Pádua reiterou a avaliação da Unica de que a desoneração do PIS e do Cofins para o etanol, oficializada ontem) pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, é medida de curto prazo. Porém, ressaltou que a entidade segue em diálogo com o governo federal para uma política de longo prazo ao setor.

O evento promovido pela Guarani, em São Paulo, reuniu empresários, autoridades e entidades ligadas do setor sucroenergético, um dia após a oficialização, pelo governo federal, de medidas de estímulo à cadeia produtiva da cana, como a redução do PIS e do Cofins para o etanol e uma linha de crédito para estocagem , com prazo de 12 meses e juros de 7,7% ao ano. Os juros do Pro-Renova, programa do BNDES para renovação do canavial, também foram reduzidos para 5,5%.

Tudo o que sabemos sobre:
setor sucroenergéticoUnica

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.