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Unica defende pré-sal, mas pede marco para etanol

O presidente da União da Indústria da Cana-de-açúcar (Unica), Marcos Jank, defendeu o programa do brasileiro de exploração de petróleo da camada pré-sal, cujo marco regulatório foi apresentado hoje em Brasília, mas cobrou uma ação idêntica do governo federal para o etanol (álcool combustível). "O pré-sal vai tornar o Brasil mais rico, mas nossa grande questão é quais são as políticas públicas que assegurarão a continuidade dessa diversidade que o País tem hoje", disse. "O governo tem lei para petróleo, gás e não tem para os biocombustíveis", completou Jank, que participou do fórum de abertura da Feira Internacional da Indústria Sucroalcooleira (Fenasucro), em Sertãozinho (interior de SP).

GUSTAVO PORTO, Agencia Estado

31 de agosto de 2009 | 18h08

O presidente da Unica lembrou que o Brasil tem as mais diversificadas matrizes de combustíveis e de energia do planeta, lembrou que o etanol é o combustível mais utilizado em veículos leves há mais de um ano e considerou um retrocesso uma possível utilização do petróleo para destruir os biocombustíveis. "Infelizmente como existe muita intervenção governamental, se algum governante futuro, o que não é o caso dos atuais, mexer em uma Cide, ou no ICMS, isso pode matar o nosso setor", disse Jank se referindo à tributação diferenciada que beneficia o etanol ante combustíveis de petróleo.

Jank disse também que o marco regulatório para os biocombustíveis traria "mais segurança que no futuro as energias limpas e renováveis sejam premiadas como ocorreu nos últimos 30 anos no Brasil", concluiu.

Já o diretor do Departamento de Cana-de-açúcar e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Alexandre Strapasson, rebateu as afirmações de Jank, defendeu "um aperfeiçoamento no marco regulatório já existente no Brasil" e considerou temeroso o envio de um novo projeto para o Congresso. "Mandamos um coelho e volta um monstro", comparou.

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