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Unica promoverá em campanha benefícios 'desconhecidos' do etanol

A indústria de etanol do Brasillançará uma campanha de marketing nacional para promover asvantagens ambientais e sociais do biocombustível, cujo consumono país hoje depende bastante do preço nos postos de gasolina. O setor pretende ainda expandir o esforço de marketing paraconsumidores e lideranças nos Estados Unidos e na UniãoEuropéia, segundo o presidente da União da Indústria deCana-de-Açúcar (Unica), Marcos Jank. "Nós percebemos que há muita ignorância sobre os benefíciosdo etanol. E nós queremos dar (ao produto) uma identidadereconhecível", disse nesta terça-feira Jank a jornalistas,acrescentando que a entidade quer "apresentar novos valoressobre o etanol". Jank citou como vantagens sobre a gasolina uma redução em90 por cento na emissão de gases e a geração de empregos. Como o etanol tem uma menor capacidade de produção deenergia do que o combustível fóssil, seu preço tem querepresentar até 70 por cento do valor da gasolina nos postospara ser competitivo. A diferença entre os preços da gasolina e do etanol têmbeneficiado o combustível feito da cana desde o ano passado namaioria dos postos do país, o que juntamente com a explosão nasvendas dos veículos bicombustíveis elevou seu consumo a níveisrecordes. Mas um eventual aumento nas exportações nos próximos anosou uma dramática queda na produção mudaria essa realidade. A Unica não revelou o quanto investirá na nova campanha demarketing, que também visa reforçar o nome "etanol", no lugarde "álcool", como é conhecido no país. A entidade pediu ainda à Agência Nacional do Petróleo (ANP)permissão para mudar o nome nos postos. A medida deve seraprovada nos próximos meses, segundo Jank. A campanha inclui anúncios em TV, no rádio, na internet, emrevistas e cinemas. Jank disse que a Unica quer também aumentar seus esforçospara melhorar a imagem do etanol mundo afora. Lançada em julho,a campanha no mercado europeu é baseada na sustentabilidade dobiocombustível. Já nos Estados Unidos, alerta que a tarifa deimportação sobre o produto significa gasolina mais cara aoconsumidor norte-americano. "Não há muita disposição para conversar (sobre etanol)agora por causa da eleição presidencial dos EUA. Mas quando elapassar, talvez seja a hora de lançar uma segunda fase (dacampanha)", disse Jank. Mas na Europa, os esforços de marketing devem seintensificar nos próximos meses, quando a meta para a misturade biocombustíveis na gasolina deve ser definida. (Reportagem de Inaê Riveras)

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