Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Unidade de Pernambuco será modelo de novos projetos

Fábrica brasileira é a primeira a ser inaugurada após união da Fiat com a Chrysler

Cleide Silva, enviada especial, O Estado de S. Paulo

12 de abril de 2015 | 05h00

GOIANA (PE)- Para construir a fábrica em Goiana, a Fiat Chrysler selecionou as 15 mil melhores práticas, processos e tecnologias adotadas por cerca de 125 fábricas do grupo nos Estados Unidos, Europa e Ásia nos últimos cinco a seis anos. 

A fábrica brasileira é a primeira a ser inaugurada após a união da Fiat e da Chrysler ser consolidada, dando origem ao grupo Fiat Chrysler Automobiles (FCA). Também é a primeira unidade que produz apenas modelos Jeep fora dos EUA. A planta, contudo, poderá fabricar modelos de outras marcas do grupo futuramente.

Por ser a mais nova, é considerada a mais moderna do grupo e servirá de base para outras fábricas, uma delas em construção na China. “A fábrica de Pernambuco será mãe para projetos semelhantes ou qualquer expansão que venha a ocorrer em outras fábricas do grupo”, afirma Stefan Ketter, vice-presidente de manufatura global do grupo FCA.

Entre as novidades que ele destaca estão a estação de soldagem com 18 robôs – de um total de 570 na fábrica. Eles estão pendurados “de cabeça para baixo” no teto e conectados a outros instalados no chão que conseguem aplicar 100 pontos de solda por minuto, enquanto a média do mercado é metade disso. 

Na pintura, uma de quatro etapas exigidas no processo foi eliminada, o que encurtou o tempo em 50 minutos, além de reduzir o consumo de energia. A fábrica é compacta e atualmente faz 45 veículos por hora. A capacidade total é de 250 mil veículos por ano, mas esse potencial pode chegar a 600 mil, com pequenas modificações, afirma Denny Monti, responsável pelas instalações da planta.


Flexível, pode produzir três veículos de diferentes segmentos ao mesmo tempo. Ketter acrescenta que a linha tem capacidade para fabricar modelos por até três ciclos de vida, ou seja, por 18 a 20 anos, em média, sem alterações no processo.

Na linha de montagem, uma espécie de anel gira o veículo em todas as posições para facilitar o trabalho dos operários na instalação de peças em locais de difícil acesso.

Complexo. “Esse foi o projeto mais complexo e mais bonito que eu gerenciei”, diz Ketter, de 55 anos. Ele trabalhou em diversas fábricas do grupo pelo mundo e está em Pernambuco desde julho de 2013.

“Tivemos de desenvolver a fábrica, o parque de fornecedores, a logística, atuar com pessoal que nunca trabalhou na indústria automotiva e produzir um veículo novo, tudo ao mesmo tempo”, afirma o executivo. 

Os fornecedores entregam os componentes por corredores que ligam o parque à linha de montagem. Esse parque responde por 40% das peças usadas na produção. Um novo polo será erguido futuramente em uma cidade vizinha a Goiana.

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