Unimed: crise pode ser nacional

As lideranças dos dois grupos que disputam o comando da Unimed São Paulo avaliam que a crise financeira e política da unidade paulistana pode afetar todos os 11 milhões de usuários do sistema em todo o País, apesar das cooperativas atuarem de forma independente.Para o vice-presidente da Unimed São Paulo, René Magrini, a repercussão do caso geraria um "efeito moral" nas outras Unimeds, uma vez que as denúncias recaem diretamente contra o presidente da Unimed São Paulo, Edmundo Castilho, que também é presidente da Unimed Brasil, que congrega todas as unidades da cooperativa. "Para o usuário não existe diferença entre os sistemas, o que ele tem como referência é o nome Unimed", explica Magrini. "As denúncias que aparecem nos meios de comunicação afetam diretamente as demais unidades, criando um efeito dominó", completa o vice-presidente.O diretor jurídico do Sindicato dos Médicos de São Paulo (Simesp), Cid Carvalhaes, um dos coordenadores da oposição a atual diretoria, acredita que, com a eventual quebra do sistema paulista, os pacientes de outros estados deixariam de ser atendidos na cidade de São Paulo, o que afetaria o atendimento em nível nacional. DívidasA Unimed São Paulo estima que as dívidas da cooperativa chegam a aproximadamente R$ 108 milhões. Segundo o assessor da diretoria, José Eduardo Lima, desse total, R$ 55 milhões referem-se à dívidas com hospitais, clínicas e laboratórios; R$ 8,5 milhões a débitos bancários de curto prazo; e R$ 28 milhões de dívidas tributárias, que devem ser renegociadas com o governo.

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