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Unipar e Petrobras formam nova sociedade petroquímica

Unipar terá participação acionária de 60% na nova sociedade, e a Petrobras, 40%

Téo Takar e Alessandra Saraiva, da Agência Estado, Agencia Estado

30 de novembro de 2007 | 13h28

A Unipar e a Petrobras anunciaram nesta sexta-feira, 30, que formaram uma nova sociedade petroquímica. O nome da empresa ainda não foi definido oficialmente, mas o empreendimento tem sido chamado pelo mercado como Petroquímica do Sudeste. A Unipar terá participação acionária de 60% na nova sociedade, e a Petrobras, 40%.   "A Petrobras e a Unipar compartilham da necessidade de se promover a consolidação do setor petroquímico brasileiro de forma a se ter empresas com maiores escalas, com tecnologia e gestão capazes de torná-las competitivas em termos mundiais", diz o comunicado conjunto divulgado pelas companhias.   A participação da Unipar na nova empresa se dará por meio de um aporte de R$ 380 milhões, além de ativos petroquímicos. O aporte será usado para compra de 16,66% da Riopol em poder da Petroquisa e 15,98% da Suzano Petroquímica. Os ativos petroquímicos serão: fatia de 33% da Rio Polímeros; participação de 51,35% no capital da Petroquímica União (PQU); a Unipar Química e a Polietilenos União.   A participação da Petrobras na nova empresa se dará com o ingresso de suas ações da Suzano Petroquímica (97,3 milhões de ações ordinárias e 75,2 milhões de ações preferenciais) e de sua fatia de 8,43% no capital da PQU.   A Unipar fará ainda uma oferta pública de aquisição de ações (OPA) da PQU, ao preço de R$ 15,9682, visando o fechamento de capital dessa empresa. A Petrobras, por sua vez, fará uma OPA pelas ações da Suzano Petroquímica, ao preço de até R$ 13,27 por ação ON e até R$ 10,61 por PN. Após a OPA, a Suzano será incorporada pela nova sociedade petroquímica. Toda a operação será submetida ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).   Decisões conjuntas   O presidente da Unipar, Roberto Garcia, informou que alguns temas específicos terão que ter unanimidade, e consenso, entre os acionistas para serem decididos e aprovados. Ou seja: algumas "questões importantes" precisarão de uma unanimidade para serem aprovadas pelo conselho de administração da empresa. Os executivos não informaram quais seriam essas questões importantes.   "Creio que seria mais certo dizer que deve haver consenso (na decisão desses tópicos importantes) e não que exista algum direito de veto", afirmou o sócio da Starter Gestão eFinanças, Pércio de Souza - empresa de consultoria que ajudou na estruturação da nova empresa.   Ainda de acordo com os executivos, não foi definido ainda número de conselheiros no conselho, nem qual seria o nome do presidente da nova companhia - que também ainda não tem nome.   Mas o presidente da Braskem, José Carlos Grubisich, já disse que a Petrobras terá até três cadeiras no conselho de administração da companhia. Esse número será atingido caso a Petrobras passe a deter mais de 18% do capital votante da empresa. Se o porcentual for entre 12% e 18%, o número cai a dois conselheiros. Caso o intervalo fique entre 5% e 12% será um conselheiro e, em situação de fatia menor que 1%, não haverá assento no conselho.   Petrobras   Durante o anúncio, o presidente da Petroquisa, José Lima de Andrade Neto, disse que a Petrobras quer ter fatias acionárias em petroquímicas brasileiras competitivas. A declaração respondia a perguntas de jornalistas sobre a provável competição entre a Braskem e a recém-criada Companhia Petroquímica do Sudeste, empresas nas quais a estatal de petróleo tem participação. "Nós queremos preservar a capacidade de competição da Braskem", afirmou. "Tivemos o cuidado de não interferir no processo de competitividade da empresa."

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