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Unipar terá ajuda em negócio com a Petrobrás

Previ, Petros e BNDESPar serão sócios da Unipar na petroquímica do Sudeste

Agnaldo Brito, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2014 | 00h00

A União de Indústrias Petroquímicas (Unipar) deve receber ajuda para alcançar a condição de sócia majoritária na Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), segundo uma fonte ligada às empresas. No fim de semana, a Petrobrás e a Unipar divulgaram um fato relevante em que se comprometem a construir uma companhia reunindo as principais empresas de petroquímica do Sudeste. A nova companhia seria controlada por capital privado, e não pela Petrobrás. O anúncio afetou as cotações da Unipar: alta de 16,67%, em um dia de queda de 0,38% da Bolsa.Os fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e da Petrobrás (Petros), além do braço de participações do BNDES (BNDESPar), podem integrar o capital da Unipar com o objetivo de dar tamanho suficiente para ser controladora da CPS. "Não se sabe exatamente qual é o valor. Um banco será contratado para fazer a avaliação dos ativos da Unipar, o que deve demorar cerca de 60 dias. A estrutura societária virá depois disso", diz a fonte.O Grupo Ultra também poderá integrar a nova empresa. Segundo a fonte, o Ultra pode ficar na CPS ou no Comperj (um novo complexo petroquímico que será criado no Rio).Em nome da reestruturação do setor, a Petrobrás anunciou no dia 3 a compra da divisão petroquímica do Suzano por R$ 2,7 bi. Além disso, assumiu uma dívida de R$ 1,4 bi. O mercado considerou o valor elevado e o Tribunal de Contas da União decidiu averiguar se a oferta não significou sobrepreço. O Democratas, partido de oposição, informou que tentará uma CPI para investigar o negócio.A nova companhia reunirá os ativos petroquímicos instalados em São Paulo e no Rio de Janeiro e terá como sócia minoritária a Petrobrás. Está é a decisão dada pela estatal para garantir o controle privado do negócio e afastar definitivamente as suspeitas de que a compra da Suzano Petroquímica signifique a reestatização do setor. Segundo a fonte, a Petrobrás sabe que os ativos da Unipar não asseguram um valor de troca que garanta pelo menos 51% do capital da nova companhia.A idéia original da Petrobrás, segundo a fonte, é repetir a estrutura societária no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS). Em março, Petrobrás e Braskem compraram a divisão petroquímica do Grupo Ipiranga e dividiram o capital na proporção de 40% e 60%. "A Unipar não tem capital para tudo isso."Antes de a Petrobrás surpreender o mercado e comprar a Suzano, a Unipar havia iniciado compras na PQU, em São Paulo. Comprou por R$ 210 milhões a participação da Dow na PQU, além das ações dos minoritários da SPE.A Unipar tem plano de investimento até 2009 de R$ 2 bi. Esses aportes envolvem expansão da capacidade de produção na PQU, na Polietilenos União, da Carbocloro, da Divisão Química e da União Terminais.

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