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Unipar terá ajuda em negócio com a Petrobrás

A União de Indústrias Petroquímicas (Unipar) deve receber ajuda para alcançar a condição de sócia majoritária na Companhia Petroquímica do Sudeste (CPS), segundo uma fonte ligada às empresas. No fim de semana, a Petrobrás e a Unipar divulgaram um fato relevante em que se comprometem a construir uma companhia reunindo as principais empresas de petroquímica do Sudeste. A nova companhia seria controlada por capital privado, e não pela Petrobrás. O anúncio afetou as cotações da Unipar: alta de 16,67%, em um dia de queda de 0,38% da Bolsa.Os fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil (Previ) e da Petrobrás (Petros), além do braço de participações do BNDES (BNDESPar), podem integrar o capital da Unipar com o objetivo de dar tamanho suficiente para ser controladora da CPS. ?Não se sabe exatamente qual é o valor. Um banco será contratado para fazer a avaliação dos ativos da Unipar, o que deve demorar cerca de 60 dias. A estrutura societária virá depois disso?, diz a fonte.O Grupo Ultra também poderá integrar a nova empresa. Segundo a fonte, o Ultra pode ficar na CPS ou no Comperj (um novo complexo petroquímico que será criado no Rio). Em nome da reestruturação do setor, a Petrobrás anunciou no dia 3 a compra da divisão petroquímica do Suzano por R$ 2,7 bi. Além disso, assumiu uma dívida de R$ 1,4 bi. O mercado considerou o valor elevado e o Tribunal de Contas da União decidiu averiguar se a oferta não significou sobrepreço. O Democratas, partido de oposição, informou que tentará uma CPI para investigar o negócio. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

AGNALDO BRITO, Agencia Estado

14 de agosto de 2007 | 09h35

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