Carlos Vera/Reuters
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Germán Efromovich perde poder na holding da Avianca

Empresa aérea americana coloca desafeto do dono da Avianca no controle

Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2019 | 22h22

Um dos donos da Avianca Brasil, Germán Efromovich sofreu um revés também na Colômbia nesta sexta-feira, 24. Controlador da Avianca Holdings (segunda maior aérea da América Latina), ele perdeu todas suas cadeiras no conselho de administração da companhia, após a United Airlines indicar um dos desafetos do empresário para decidir em seu nome.

A decisão da companhia americana ocorreu após a Avianca divulgar, na quinta-feira, prejuízo de US$ 67,9 milhões no primeiro trimestre de 2019. A United havia feito, no ano passado, empréstimo de US$ 450 milhões para Efromovich que tinha como garantia as ações dele na Avianca. O contrato previa que, caso as ações se desvalorizassem, a United teria o direito de voto dos papéis de Efromovich – o que ocorreu ontem. 

Assim, o empresário, que nasceu na Bolívia, mas fez carreira na Colômbia e no Brasil, continua como controlador, mas sem poder para decidir na companhia. Com o anúncio da mudança, as ações da Avianca em Nova York dispararam 28,57% e fecharam cotadas a US$ 3,96.

A United nomeou a empresa Kingsland (que detém 14% da Avianca Holdings) para exercer o direito de voto de Efromovich. Kingsland é controlada por Roberto Kriete, que também já foi dono da Taca, aérea vendida à Avianca em 2010. 

Kriete, um milionário de El Salvador, trava na Justiça uma disputa contra Efromovich. Segundo a revista The Economist, a briga ocorre porque Kriete afirma que o empréstimo feito pela United tinha o objetivo auxiliar a operação da Avianca Brasil. Esse empréstimo, de acordo com Kriete, haveria permitido uma série de excessos na Avianca Holdings, como a encomenda de 50 aviões que não seriam necessários.

No Brasil, Efromovich é conhecido justamente por tomar decisões impetuosas e voltar de feiras do setor aéreo com encomendas que não condiziam com a realidade econômica do País.

Na quinta-feira, na divulgação dos resultados da Avianca, a empresa anunciou uma reestruturação que inclui a revisão da compra de 128 aeronaves para 111, o que representa uma economia de US$ 2,6 bilhões, e o corte de 16 rotas.

Ontem, a United e a Kingsland divulgaram que, com Kriete no comando, estão dispostos a investir mais US$ 250 milhões na empresa para que ela se reestruture. 

A Avianca Brasil não faz parte da Avianca Holdings, apesar de ambas as empresas terem os irmão Germán e José Efromovich como controladores. A Avianca Brasil paga royalties para a holding para usar a marca.

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