UOL recompra ações para fechar o capital

O Universo Online (UOL) avançou ontem no processo de fechamento de seu capital. A Folhapar S.A, controladora da companhia, adquiriu 17,3 milhões de papéis preferenciais em leilão da oferta pública de aquisição (OPA). As ações saíram por R$ 19,50 e a operação movimentou R$ 338 milhões. Com a compra dos papéis, a Folhapar passou a deter 73,14% do capital social do UOL.

O Estado de S.Paulo

30 de dezembro de 2011 | 03h07

O preço pago para fechar o capital da empresa foi 8,3% maior do que o captado na abertura de capital, em 16 de dezembro de 2005. Na ocasião, os investidores pagaram R$ 18 pelo papel, que encerrou o primeiro pregão cotado a R$ 21.

O montante de ações negociado ontem representou 94,6% dos títulos previstos na oferta pública. O UOL considerou a operação um sucesso. Em comunicado ao mercado, o portal disse que solicitará à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o cancelamento do seu registro de companhia aberta.

A liquidação da OPA ocorrerá em 4 de janeiro de 2012. Segundo o UOL, durante os próximos três meses todos os acionistas destinatários da OPA que ainda desejarem vender suas ações poderão solicitar a operação. O preço pago por ação preferencial será o mesmo do leilão, ajustado pela variação da taxa Selic.

Aquisição recente. Um ano atrás, outra mudança na composição societária do UOL chamou a atenção do mercado. O empresário João Alves de Queiroz Filho, dono da Hypermarcas, comprou a participação de 28,78% da Portugal Telecom no portal.

A venda da fatia do grupo português era esperada no mercado - um mês antes, a empresa se tornou acionista da Oi, controladora do portal iG, concorrente do UOL.

A operação foi feita por um fundo de participações em empresas administrado por um "family office", que representa o dono da Hypermarcas, e não tem relação direta com os negócios da empresa.

Resultado financeiro. No terceiro trimestre, o UOL divulgou um lucro líquido de R$ 31,6 milhões, quase 20% abaixo do registrado no mesmo período de 2010. Mas a receita da empresa subiu 51% entre julho e setembro, para R$ 312 milhões.

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