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Urani: ambiente de negócios no Rio é a base da pirâmide

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Sonia Racy, sonia.racy@grupoestado.com.br, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2010 | 00h00

Existem mais coisas positivas acontecendo no Rio de Janeiro, além da votação do Cristo e dos jogos do Pan. A Associação Comercial local, presidida por Olavo Monteiro de Carvalho, bateu o martelo ontem e pretende lançar, durante o mês de setembro, uma série de pacotes que estão sendo montados por empresas privadas, bancos, correio, com o intuito de melhorar o ambiente de negócios na região metropolitana da cidade.A ação é resultado do trabalho de um fórum permanente, montado pela ACRJ em março, com a participação de 40 entidades, na busca de uma sinergia maior - e custos menores - para fazer uma oferta de produtos, alinhavando os setores de energia, telefonia, crédito, serviços e até burocracia. Esse fórum permanente é resultado da identificação de mudanças significativas na região metropolitana, depois de duas décadas e meia de estagnação, mostrando que o ''''sinal da derivada mudou'''', explica André Urani, do Instituto de Estudos de Trabalho e Sociedade. ''''Na questão da renda do trabalho, identificamos um aumento real de 9% nos últimos 12 meses, sinalização positiva, que não víamos há décadas.'''' O economista enfatiza, porém, que há ainda muito trabalho a fazer, a começar pela alimentação deste novo processo detectado.Juntamente com Cesar e Manuel Thedim, Urani montou amplo diagnóstico da situação econômica do Estado, a pedido da ACRJ, entregue em março. A partir desse trabalho, chegaram à conclusão de que o grande problema da economia fluminense é mesmo a região metropolitana, que ficou praticamente um quarto de século no mesmo lugar, ''''pela incapacidade de se reinventar'''', destaca o economista, enquanto o restante do Estado vem crescendo a ''''medidas chinesas''''.Desde os anos 80, segundo Urani, o Rio vem batendo na tecla de uma nota só, do setor de petróleo. Indústria, setor financeiro, empresas privatizadas saíram do Estado. Por que? Segundo o estudo, na busca de um melhor ambiente de negócios. ''''É o ambiente de negócios a base da pirâmide'''', frisa.IMPRESSÃO DIGITAL Em março último, a Argentina suspendeu os embarques de trigo para o Brasil alegando proteção do abastecimento interno. O problema é que a Abitrigo analisou os dados oficiais argentinos e descobriu ali um aumento de 126% das vendas de trigo do país para África, Ásia, Oriente Médio e América Central. ''''Enquanto isso, os embarques para o Brasil, principal comprador do trigo argentino e, pelo menos teoricamente, seu parceiro no Mercosul, o aumento foi de apenas 7,3%'''', reclama Samuel Hosken, presidente da entidade. E mais. ''''Se, como dizem, não sobrou trigo para exportar ao Brasil, como se explica os embarques de farinha, que continuam fazendo?''''NA FRENTEPREJUÍZO ANTECIPADOInteressante a reação do mercado ao prejuízo da Gol, divulgado ontem: os papéis da empresa subiram nas bolsas. Em dia de turbulência, foi a única ADR em alta em Nova York e, na Bovespa, foi a ação que mais subiu. Por quê? ''''O mercado já esperava um resultado negativo, só que bem pior do que o prejuízo de R$ 35,4 milhões que acabou sendo registrado'''', ressalta Luciana Locadio, da Ativa Corretora.Isso ocorreu, diz a analista, porque, embora o desempenho da Gol tenha sido afetado pela diminuição do rendimento e pela queda na sua taxa de ocupação - e também pela aquisição da Varig -, conseguiram reduzir o custo operacional por assento, com menores despesas comerciais e a redução do preço do combustível e do arrendamento das aeronaves, graças à desvalorização do dólar.OS SEM-VÔOEm julho, houve 36% mais turistas argentinos em Foz do Iguaçu que no mesmo mês do ano passado por causa do turismo rodoviário.De acordo com a prefeitura, os ''''turistas rodoviários'''' representaram cerca de 53% dos visitantes recebidos na cidade.FED FUNDSPara o Wall Street Journal (WSJ), foi a disparada ontem, na busca por liquidez na Europa (o BCE injetou 94,8 bilhões de euros no mercado), que impulsionou a taxa dos Fed funds (taxa overnight do interbancário), fazendo com que subissem significativamente. Ante o fato, o Fed entrou com nada menos que US$ 24 bilhões no mercado.O problema, segundo o WSJ, é o risco de, nesta trajetória, o Fed injetar cash demais e a taxa dos Fed funds despencarem abaixo da meta de 5,25%. Acreditam, porém, que, mesmo que isto aconteça, o fato não será interpretado como afrouxamento deliberado da política monetária. Será?EM MÃOSRicardo Patah, da UGT, e Arthur Henrique, da CUT, fecharam ontem pauta única de reivindicação salarial dos bancários este ano. Pretendem entregar o documento hoje na Febraban.PERGUNTAO leitor Marco Aurélio Ferreira Lisboa indaga: qual a relação do Ministério da Defesa com o espaço entre as poltronas de uma aeronave e com o atraso dos vôos? ''''Em nenhum lugar da Constituição Federal encontramos tais atribuições ao ministro da Defesa.''''TERREMOTOO clima ontem pelos mercados mundiais era um só: o de pavor. ..

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