Uruguai adia decisão sobre falência de 4 bancos

O governo do Uruguai adiou para até 15 de novembro uma decisão sobre o destino de quatro bancos à beira da insolvência em meio à crise econômica do país. O Banco Central uruguaio anunciou ontem à noite que irá adiar qualquer decisão final sobre os bancos, na esperança de encontrar investidores potenciais dispostos a colocar dinheiro novo nas debilitadas instituições. As operações do Banco Comercial, Banco de Montevideo, Banco de Credito e Banco la Caja Obrera estão suspensas desde agosto, quando a onda de saques de correntistas em pânico forçou o governo a fechar o sistema financeiro por uma semana. O governo uruguaio fechou tanto bancos estatais quanto privados, depois que os correntistas sacaram milhões de dólares em um dia do sistema bancário, provocando uma forte queda das reservas internacionais do país para abaixo de US$ 700 milhões. Funcionários do Banco Central uruguaio disseram que eles estão estudando propostas de diversos investidores estrangeiros, incluindo um grupo associado ao megainvestidor George Soros, que já expressou interesse pelo Banco Comercial, uma das instituições mais antigas do país.

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