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Uruguai apoia posição do Brasil sobre redução da tarifa externa do Mercosul

País diz que é necessário "modernizar o bloco e a centralidade de sua agenda externa" para que tenha "formatos e mecanismos flexíveis" para responder às necessidades e interesses dos quatro membros

EFE

10 de junho de 2022 | 21h33

LOS ANGELES - O chanceler Carlos França e o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Francisco Bustillo, assinaram nesta sexta-feira, 10, durante a Cúpula das Américas, em Los Angeles (EUA), uma declaração conjunta na qual o governo uruguaio manifesta apoio à posição brasileira de redução da Tarifa Externa Comum do Mercosul (TEC).

No mesmo documento, o Brasil também se comprometeu a apoiar o pedido uruguaio de modernização do bloco para que cada membro possa negociar acordos comerciais bilaterais com países de fora sem a aprovação dos demais integrantes.

O acordo, cujo texto foi divulgado pela Presidência e pelo Ministério das Relações Exteriores do Uruguai, argumenta que o nível atual da TEC "não reflete as necessidades do bloco e que uma redução contribuirá para melhorar os níveis de competitividade e produtividade", em referência à proposta de redução horizontal feita pelo Brasil e que está sendo discutida no Mercosul.

França e Bustillo disseram que é necessário "modernizar o bloco e a centralidade de sua agenda externa" para que tenha "formatos e mecanismos flexíveis" para responder às necessidades e interesses dos quatro membros (Argentina e Paraguai são os outros dois).

Brasil e Uruguai países também pactuaram um acesso preferencial, entre si, para mercadorias produzidas em zonas francas e áreas alfandegárias especiais. Além disso, o documento aponta a "importância" de projetos de infraestrutura compartilhada, como o desenvolvimento das bacias da Lagoa Mirim e do rio Quaraí, a segunda ponte sobre o rio Jaguarão e a reforma da Ponte Internacional Barão de Mauá, bem como a viabilidade da navegação no Alto Uruguai.

Ambos os chanceleres destacaram que a abertura da hidrovia Brasil-Uruguai para o relançamento efetivo da navegação comercial entre os dois países constitui um "passo transcendente" para a integração física bilateral.

A declaração aponta a energia como outro fator-chave para melhorar as relações e fortalecer a integração, dado o aumento do comércio de energia, bem como os avanços na mobilidade elétrica e nas energias renováveis

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