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Uruguai fecha fronteiras com Argentina e acirra disputa

A tensão entre o Uruguai e a Argentina em torno da "guerra das papeleiras" escalou um novo degrau neste fim de semana. O presidente Tabaré Vázquez deu ordens para fechar as fronteiras entre os dois países para evitar a entrada dos ambientalistas e moradores das cidades argentinas que estão na zona em frente à uruguaia Fray Bentos, onde funciona a fábrica de celulose Botnia.  Esses manifestantes, denominados de assembleístas, pretendiam realizar protestos contra o funcionamento da planta no lado uruguaio, mas temendo uma manifestação violenta, Vázquez bloqueou a ponte que une Concórdia-Salto, neste domingo, 25, terminando de fechar toda a fronteira. No sábado, Vázquez já havia fechado a ponte que liga as cidades de Colón-Paysandú, e há duas semanas, bloqueou a de Gualeguaychú-Fray Bentos, a qual já estava bloqueada pelos "assembléistas" há mais de um ano.  Fontes do governo uruguaio informaram que se tratou de "uma medida preventiva", já que havia sido anunciada uma passeata em Fray Bentos. Há mais de dois anos que os ambientalistas e moradores argentinos, insatisfeitos com a fábrica construída às margens do rio Uruguai, compartilhado por ambos os países, vêm tentando realizar a mesma operação de bloqueio para protestar contra a Botnia. Em alguns protestos esporádicos, assembléistas conseguiram bloquear as três pontes internacionais concomitantemente, mas por poucas horas. A única que está fechada pelos manifestantes é a de Gualeguaychú-Fray Bentos.  Vázquez sempre reivindicou de seu colega Néstor Kirchner a liberação da ponte porque o bloqueio da fronteira provocava perdas ao Uruguai. O pedido era uma condicional para a retomada do diálogo, que nunca ocorreu. No último dia 9, Vázquez decidiu autorizar o funcionamento da fábrica em plena reunião de Cúpula Ibero-americana, o que provocou uma grande polêmica e discussão com Kirchner. A oposição já chegou a ameaçar com um atentado a bomba contra a fábrica. E a medida uruguaia de fechar as pontes foi para prevenir "maiores acidentes", disse a fonte.  A decisão provocou um profundo mal estar no governo argentino, que chegou a convocar o embaixador do Uruguai na Argentina, Francisco Bustillo, para manifestar "desagrado". A chancelaria argentina considerou o fechamento das fronteiras como uma atitude "desproporcional".  Em meio ao clima de tensão, a presidente eleita da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, reiterou que o governo vai esperar pela decisão da Corte Internacional de Justiça decida sobre o conflito.

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