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Uruguai fecha pontes com a Argentina para evitar protesto

Objetivo é impedir manifestações de argentinos em solo uruguaio contra fábrica de celulose

EFE,

25 de novembro de 2007 | 23h08

O governo do presidente Tabaré Vázquez decidiu fechar as três pontes que ligam o Uruguai à Argentina para evitar que um grupo de argentinos, que pretendia protestar contra a construção da fábrica de celulose da finlandesa Botnia, entrasse no país, confirmaram fontes oficiais.   Por volta de 12h (horário de Brasília), as autoridades uruguaias decidiram bloquear a passagem de entrada que liga a cidade de Salto, no Uruguai, a Concordia, Argentina.   A medida vale só para a entrada no Uruguai, e as saídas para a Argentina permanecem autorizadas, "para não prejudicar, em sua viagem de volta, dezenas de turistas argentinos que entraram antes no país", disseram fontes da Prefeitura Nacional Naval, que tem jurisdição sobre as pontes.   A decisão foi tomada pelo governo uruguaio para evitar que um grupo da Assembléia Ambiental da cidade de Gualeguaychú (Argentina) entrasse no país para protestar contra a fábrica de celulose da Botnia.   No dia 9, o governo Tabaré Vázquez autorizou que a empresa finlandesa iniciasse a produção de celulose e, posteriormente, decidiu suspender o tráfego pela ponte e fechar o espaço aéreo nas proximidades da fábrica, como medida de segurança.   O projeto da Botnia é criticado por autoridades argentinas e por grupos de moradores da província de Entre Ríos (Argentina), que acreditam que causará danos ao meio ambiente da região, o que é negado pelas autoridades uruguaias e pela empresa.   A construção da fábrica deu origem ao pior conflito em décadas entre os governos dos dois países, com acusações mútuas na Corte Internacional de Justiça de Haia.   A obra teve um investimento de US$ 1,2 bilhão, o maior individual na história do país, e no final do mês a empresa pretende fazer a primeira exportação de 10 mil toneladas de celulose para a Europa.

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